Pep Guardiola desafia críticas e minimiza calendário complicado do Manchester City: “Se não gostas, vai treinar para França ou Portugal”
O treinador do Manchester City, Pep Guardiola, não se deixa abalar pelas queixas em torno do calendário frenético que a Premier League impôs à sua equipa nos momentos decisivos da temporada. Esta semana, a organização da liga confirmou os jogos do City para as últimas jornadas, ignorando o pedido da equipa de alterar datas para melhor gerir a preparação para a final da FA Cup. Segundo relatos, o clube pretendia defrontar o Bournemouth a 12 de maio e o Crystal Palace a 19 de maio, garantindo assim mais tempo para recuperar para a final e jogar os últimos dois encontros no Etihad Stadium.
No entanto, a Premier League manteve o Palace para 13 de maio e Bournemouth para 19, ambos os jogos a envolver o duelo contra o Chelsea no Wembley pelo meio, o que obriga o City a disputar quatro partidas em apenas 11 dias. Questionado sobre esta exigência, Guardiola assumiu uma postura firme e pragmática, rejeitando dramatismos e lembrando que outros rivais, como o Arsenal, também enfrentam agendas apertadas devido à sua participação nas meias-finais da Liga dos Campeões.
“É o que é. O Arsenal está nas meias-finais da Champions, por isso é o que é. Quando ganhámos o triplete, tínhamos um calendário semelhante, aprendi há muito tempo a não esperar nada diferente. Temos de nos adaptar e encarar jogo a jogo. Se não gostas, vai treinar para França ou Portugal. Eu gosto de estar aqui, e já disse várias vezes – quando estava no Barcelona e via treinadores aqui a queixarem-se do calendário – sempre foi assim. Por isso, nunca esperei nada diferente”, afirmou o técnico catalão com a sua habitual franqueza.
O City enfrenta um teste exigente esta segunda-feira na visita ao Everton, no Hill Dickinson Stadium, onde nunca jogou antes. A equipa de Pep não pode vacilar, sobretudo porque o Arsenal tem a oportunidade de abrir uma vantagem de seis pontos na tabela, ainda que com dois jogos a mais, quando defrontar o Fulham no dia seguinte. Guardiola não escondeu que espera um jogo complicado contra um Everton determinado a garantir um lugar nas competições europeias.
“São adversários difíceis – sempre o foram. Vai ser estranho porque o antigo estádio do Everton era muito especial, muito britânico. Gostava de lá ir, mas estou ansioso para ver o novo estádio. Eles defendem muito bem. O David Moyes sabe exatamente o que fazer. O jogo que fizemos no Etihad foi decidido por duas ou três ações, mas naquele momento não estávamos bem. Agora estamos melhores, e esperamos usar aquilo por que estamos a lutar para ganhar, ganhar, ganhar”, sublinhou.
Ainda no capítulo das notícias, Pep Guardiola homenageou John Stones, que esta semana anunciou que vai deixar o Manchester City no final da temporada, após uma década e 16 troféus conquistados. O central, um dos primeiros reforços de Guardiola no clube, foi elogiado pelo treinador como um jogador de enorme qualidade e personalidade, especialmente pela exibição de topo na final da Liga dos Campeões em Istambul, em 2023.
“Ele foi uma das minhas primeiras contratações. Lembro-me de ter viajado para Londres para o conhecer na casa do meu irmão pela primeira vez. Ele era jovem, e há poucos jogadores que compreendem o que fizemos como clube neste período. Foi de longe o melhor jogador na final da Champions em Istambul. Tem uma grande personalidade, e agora que está em forma, pode encontrar o ritmo físico para estar pronto. É uma pessoa incrível, dentro e fora do campo”, destacou Guardiola.
Quanto ao plantel, o técnico espera poder contar com Rodri para o jogo em Everton, caso o médio recupere dos treinos nos próximos dias. Já Ruben Dias e Josko Gvardiol continuam de fora devido a lesões, representando baixas importantes para a reta final da temporada.
Com a corrida ao título mais apertada do que nunca, e o calendário a testar a resistência de uma equipa já habituada a desafios, Guardiola mantém a sua postura inabalável: adaptação e foco total no objetivo final. O Manchester City está preparado para a batalha – e o seu treinador não aceita desculpas.
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