Guillermo Ochoa volta a ficar no banco frente à Coreia do Sul

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Guillermo Ochoa, o lendário guarda-redes mexicano, volta a surpreender ao ficar de fora do onze titular no vital confronto do México frente à Coreia do Sul, no Estádio de Guadalajara, para o Mundial 2026. A decisão do seleccionador Javier Aguirre de apostar novamente em Raúl Rangel como titular deixou adeptos e especialistas em choque, sobretudo porque Ochoa está a disputar o seu sexto Campeonato do Mundo e já anunciou que está prestes a pendurar as luvas.

Com a vitória recente sobre a África do Sul ainda fresca na memória dos adeptos, o México procura somar mais três pontos no grupo, mas fá-lo sem a presença de Ochoa em campo. Tal como aconteceu no encontro anterior, o experiente guarda-redes esteve presente para o hino nacional e manteve-se disponível no banco, mas não chegou a entrar. Javier Aguirre, que tem surpreendido pela aposta em jogadores que recentemente se afirmaram na selecção, voltou a confiar a baliza a Rangel, confirmando que Guillermo Ochoa estará novamente entre os suplentes e só será chamado em caso de necessidade.

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A ausência de Ochoa do onze titular não se deve a qualquer lesão, esclareceu Aguirre, reforçando que o veterano continua a ser uma opção válida e que poderá ainda ser chamado a jogo neste Mundial. “Ochoa tem possibilidades de jogar neste Mundial”, garantiu o seleccionador mexicano, quando questionado sobre a situação do guarda-redes. Mesmo assim, está mais do que claro que Raúl Rangel é, neste momento, a escolha prioritária para a baliza mexicana, relegando Ochoa para um papel secundário, algo inédito na carreira do experiente internacional.

Este afastamento do onze inicial ganha um peso ainda maior após as recentes declarações de Ochoa, que revelou publicamente, em entrevista à FIFA, que planeia retirar-se após o Mundial 2026. “Agora que o meu tempo na selecção está a chegar ao fim, já não vejo grande sentido no futebol. Não vejo razão para continuar a jogar”, confessou Ochoa, deixando no ar a emoção de um ciclo que se encerra. Estas palavras tornam ainda mais simbólica cada oportunidade perdida de ver o icónico guarda-redes em acção pela selecção mexicana, aumentando a frustração dos adeptos que esperavam um adeus digno dentro das quatro linhas.

A escolha de Aguirre em privilegiar Rangel reflecte uma aposta clara na renovação e no futuro da selecção mexicana, mas também levanta dúvidas sobre como será feita a transição geracional sem o contributo em campo de uma das maiores referências do futebol mexicano. A importância desta decisão vai além do encontro com a Coreia do Sul, pois poderá marcar de forma indelével a despedida de Ochoa dos palcos mundiais, relegando para segundo plano o seu protagonismo e o peso da experiência acumulada ao longo de seis Mundiais consecutivos.

Apesar de tudo, o seleccionador mantém em aberto a hipótese de Ochoa voltar a vestir as luvas na competição, admitindo que tudo dependerá do desempenho de Rangel e das necessidades da equipa nos próximos encontros. O próximo jogo do México, frente à Chéquia a 24 de Junho, poderá ser a última oportunidade para Ochoa se despedir dos relvados mundiais dentro do terreno de jogo, caso Aguirre decida prestar-lhe essa homenagem. Até lá, a expectativa mantém-se elevada e o debate promete continuar: será que o adeus de Ochoa à selecção será feito no banco, ou terá o guarda-redes direito a uma última ovacão das bancadas?

Com a fase de grupos ao rubro e o México a lutar pelo apuramento, todas as atenções estão agora centradas na baliza mexicana e nas decisões de Javier Aguirre. O futuro de Ochoa na selecção – e a forma como será recordado este adeus – continua envolto em incerteza, alimentando a polémica e a emoção numa das histórias mais marcantes deste Mundial 2026.

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