Harry Kane é peça-chave para Inglaterra encabeçada por Tuchel no Mundial

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A confiança abalada da Inglaterra pode estar prestes a ser restabelecida com o início da sua campanha no Mundial, impulsionada pela liderança inquestionável de Harry Kane e pelo pulso firme de Thomas Tuchel. O antigo defesa do Manchester United e internacional inglês, Wes Brown, não hesita: Kane é o pilar do sonho inglês, e qualquer deslize no arranque frente à Croácia pode comprometer o objetivo de finalmente pôr termo a seis décadas de desilusões.

Com o pontapé de saída marcado para Dallas, Texas, Inglaterra estreia-se no Grupo L diante da Croácia, antes de medir forças com o Gana e o Panamá. Sob a batuta de Thomas Tuchel, considerado um dos treinadores mais arrojados da elite europeia, os ingleses partem como favoritos claros a liderar o grupo e a avançar de forma convincente na competição. O percurso imaculado na qualificação, com oito jogos, oito vitórias, 22 golos marcados e nenhum sofrido, só reforça a aura de equipa temida e determinada a fazer história em solo americano.

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Esta notícia importa porque Inglaterra não só carrega o fardo de 60 anos sem levantar o troféu, mas também entra nesta edição do Mundial como um dos plantéis mais completos e equilibrados das últimas décadas. A pressão é imensa, tanto interna como externa, e qualquer escolha controversa — como as ausências de jogadores-chave do plantel — pode ter repercussões profundas na moral do grupo e no desenrolar da competição. Além disso, o desempenho de Harry Kane, agora capitão e símbolo máximo desta geração, será decisivo para a ambição inglesa de conquistar o mundo.

Wes Brown, em declarações exclusivas ao Tribal Football, apoiado pela Compare.bet, sublinha a importância de Kane: “Harry Kane é crucial para a Inglaterra. Está cada vez melhor com a idade, com a sua compostura, inteligência, e desde que se tornou capitão, elevou ainda mais o seu nível. Sinceramente, se ele não fosse inglês, não sei quem poderia substituí-lo.” Brown, que já teve de o marcar, confessa: “Joguei contra o Harry e, ao início, pensei que não seria difícil anulá-lo, mas ele marcou, porque a sua inteligência é inacreditável. Não faz corridas malucas, nem nada de desnecessário, porque simplesmente não precisa.” Sobre o estilo do avançado, reforça: “Não lhe chamaria um homem de área clássico. Não vai lutar bolas aéreas, nem correr pelas alas para criar perigo. Não faz dez fintas para ultrapassar alguém. É pura inteligência e técnica. Sabe sempre onde está o guarda-redes e faz parecer tudo tão simples. Merece todo o crédito pela carreira que construiu e pela forma como continua a melhorar.”

Relativamente às polémicas opções de Tuchel, que deixou de fora nomes como Phil Foden, Cole Palmer e Harry Maguire, Brown mostra-se surpreendido, mas pragmático: “O Thomas Tuchel tomou decisões importantes, especialmente com jogadores como o Foden, Palmer e Maguire. Pensava que, pelo que o Harry (Maguire) fez esta época, era garantido que fosse, mas Tuchel nomeou o seu grupo e temos de aceitar. Deixou de fora jogadores que podem mudar um jogo, mas acredito que confiou em quem sabe o que quer e que está em melhor forma.”

A vitória sobre a Croácia, o adversário mais forte do grupo, será fundamental para definir o rumo da Inglaterra. Brown acredita que um início vitorioso poderá catapultar a equipa para uma fase de grupos sem sobressaltos, mas avisa que baixar a guarda está fora de questão: “A equipa tem de acreditar em si própria e o Tuchel confiou nos jogadores que o trouxeram até aqui. Talvez as alterações ao plantel sejam o impulso necessário. Ele quer jogadores que estejam prontos para responder às suas exigências, e temos de confiar nisso.”

Sobre a possibilidade de Inglaterra relaxar após uma vitória inaugural, Brown é taxativo: “Vão tirar o pé do acelerador se vencerem a Croácia? De modo algum. É preciso começar bem, há jogadores habituados a grandes palcos e eles sabem o que é preciso. O treinador tem de utilizar o banco para introduzir os suplentes e prepará-los. Ninguém vai facilitar ou entrar devagar. O objetivo é encarar cada jogo com máxima intensidade, ninguém vai abrandar num Mundial.”

O próximo passo para a Inglaterra será manter o foco absoluto, independentemente dos resultados iniciais, pois só assim poderá aspirar a quebrar o jejum histórico e levantar o troféu mais cobiçado do futebol mundial. A expectativa é elevada e Tuchel sabe que, neste Mundial, não há margem para complacências.

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