O triunfo de Inglaterra sobre os co-anfitriões do Mundial no México, em altitude e sob uma atmosfera adversa, quase foi considerado o melhor desempenho inglês em fases finais desde 1982. Ainda assim, há uma exibição que se mantém acima deste feito. Para clarificar, as performances avaliadas são apenas de Mundiais e Europeus desde 1982, excluindo outras competições menores.
No épico confronto contra a Argentina em Saint-Étienne, relatado pelo Daily Mail, “Quem sabe se a Inglaterra teria derrubado os temidos argentinos caso David Beckham não tivesse sido expulso por uma mistura de petulância suicida e arbitragem exagerada?” O jogo ofereceu emoções do início ao fim: dois golos de penálti nos primeiros dez minutos, um golo sensacional de Michael Owen e um livre estudado para o empate ainda antes do intervalo. Na segunda parte, Beckham foi expulso após reagir à falta de Diego Simeone, o que lhe valeu ameaças e uma reputação manchada. Apesar disso, os seus colegas lutaram bravamente, com Sol Campbell a marcar de cabeça, golo que seria anulado pelo árbitro. Nos penáltis, David Batty e Paul Ince falharam, transformando Beckham no bode expiatório, mesmo na noite em que Owen se revelou ao mundo.

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Noutra ocasião dramática, a Inglaterra de Bobby Robson enfrentou a Polónia em Monterrey, no terceiro e último jogo do Grupo 6 do Mundial de 1986. Após uma derrota contra Portugal e um empate sem golos frente a Marrocos, a pressão era máxima. Robson alterou o sistema tático para 4-4-2 e viu Gary Lineker assinar um hat-trick na primeira parte. Football Monthly destacou a exibição “excitante de futebol ofensivo”, com Robson a afirmar: “As pessoas podem dizer o que quiserem sobre mim, mas nunca acusem os meus jogadores de falta de carácter. Esta foi uma performance fenomenal dada a pressão. Fenomenal!”
Quatro anos depois do trauma frente à Argentina, a vingança chegou em Sapporo. Beckham, agora capitão, converteu o penálti decisivo após Owen sofrer falta de Pochettino. O Daily Express sublinhou: “Superaram a equipa que chegou como favorita ao torneio. Inglaterra defendeu com disciplina suprema, trocou a bola com inteligência e atacou com intensidade.” O The Times considerou a exibição de Paul Scholes “a melhor da sua carreira”. Para os argentinos, a humilhação foi completa ao serem afastados da fase de grupos.
O Euro’96 ficou marcado pelo sentimento de que “o futebol estava a voltar para casa”, apesar do desfecho cruel. A Inglaterra entrou a todo o gás frente à Alemanha, com Shearer a inaugurar o marcador logo aos cinco minutos. O empate alemão chegou cedo, e o jogo foi para prolongamento. Anderton acertou no poste e Gascoigne falhou por centímetros. Nos penáltis, tudo foi perfeito até Gareth Southgate falhar. Barry Davies, ao comentar para a BBC, resumiu: “Se pudesse levar um jogo para o céu, levava este. Mas tentava mudar o resultado lá em cima.”
No Mundial de 1990, após sobreviver a jogos intensos frente à Bélgica e aos Camarões, a Inglaterra caiu frente à Alemanha nas meias-finais, eliminada nos penáltis. Gary Lineker resumiu: “Acertámos no poste, eles marcaram um golo fortuito e perdemos nos penáltis.” Andreas Brehme, do lado alemão, afirmou: “Foi um jogo fantástico entre duas grandes equipas – a final antes da final.”
Contra a Alemanha em 2021, Inglaterra conquistou a primeira vitória em fases a eliminar desde 1966, com golos de Sterling e Kane nos últimos quinze minutos, quebrando vários tabus históricos.
Estes momentos ajudaram a definir a narrativa e o peso das prestações inglesas em fases finais, cada uma marcada por drama, talento individual e a eterna esperança de glória internacional.
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