Jude Bellingham destacou-se no Mundial 2026, mas não é o jogador em quem as equipas das meias-finais mais confiam para marcar ou assistir golos. O médio inglês partilhou protagonismo com Harry Kane, ambos responsáveis por uma fatia significativa dos golos da Inglaterra até ao momento, mas outros craques superam-nos em dependência nas suas selecções.
Inglaterra alcançou as meias-finais depois de Bellingham ter marcado dois golos decisivos no quarto-de-final contra a Noruega, igualando Kane com seis golos cada um no torneio. Até agora, apenas Marcus Rashford marcou para a selecção inglesa, e isso aconteceu apenas na fase de grupos contra a Croácia. Esta concentração dos golos em apenas dois jogadores levanta dúvidas sobre a possível dependência excessiva da equipa nestes dois atletas.

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Num ranking exclusivo que analisa a proporção de golos e assistências de jogadores nas quatro equipas presentes nas meias-finais, Bellingham e Kane surgem empatados com 53,8% de participação direta nos golos da Inglaterra. Contudo, eles não lideram esta lista. O espanhol Mikel Oyarzabal contribuiu diretamente para 45,5% dos golos da sua selecção, apesar da Espanha ser a equipa com menos golos entre as semifinalistas.
No topo da lista encontra-se Kylian Mbappé, da França, que participou em 68,8% dos golos da sua equipa, com oito golos e três assistências em 16 golos totais da França. Esta estatística revela a importância extrema do avançado francês, que é o verdadeiro motor do ataque gaulês. A sua influência é ainda maior face à qualidade do plantel de França, onde muitos jogadores talentosos ainda dependem do génio individual de Mbappé para desequilibrar.
Lionel Messi, capitão da Argentina, também figura entre os mais decisivos, com 58,8% de envolvimento nos golos da sua selecção, incluindo oito golos e duas assistências. Apesar da Argentina ter uma base sólida, Messi continua a ser a peça central que faz a equipa funcionar e representa a principal ameaça para os adversários, nomeadamente a Inglaterra, num possível duelo nas meias-finais.
Este levantamento estatístico sublinha a dependência das selecções nos seus principais jogadores, o que pode ser uma faca de dois gumes. Para Inglaterra, a combinação Bellingham-Kane tem sido vital, mas a falta de outras fontes de golos pode ser uma vulnerabilidade. França e Argentina mostram um perfil semelhante, mas com uma estrela ainda mais dominante no caso de Mbappé e Messi.
O que se segue será decisivo para perceber se estas estrelas conseguirão levar as suas equipas até ao título ou se a dependência excessiva se tornará um problema, sobretudo diante de adversários com soluções mais colectivas. A semifinal entre estas equipas pode provar quem é capaz de ultrapassar a pressão e garantir uma vitória histórica.
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