Riyad Mahrez, antigo astro do Manchester City e figura lendária do Leicester, está oficialmente livre no mercado e a tentar regressar ao futebol de topo europeu, tendo oferecido os seus serviços a vários clubes da Serie A. Esta reviravolta acontece após a rescisão surpreendente do seu contrato com o Al-Ahli, que terminou abruptamente a sua passagem pela Arábia Saudita um ano antes do previsto. Aos 35 anos, Mahrez volta a ser um nome quente em Itália, mas enfrenta um cenário mais complicado do que muitos poderiam imaginar.
O internacional argelino, conhecido pela sua criatividade, técnica e instinto goleador, apresenta-se como um extremo-direito de créditos firmados, mas o seu perfil parece não encaixar facilmente nas necessidades actuais dos principais clubes italianos. Segundo informações avançadas pelo Calciomercato, apesar de Mahrez estar pronto a baixar exigências salariais e disposto a negociar, o interesse concreto dos emblemas da Serie A é, para já, bastante limitado. A Roma, sob a nova liderança do director desportivo Tony D’Amico, procura claramente um reforço ofensivo, estando inclusivamente na corrida por Mason Greenwood. No entanto, o lado direito do ataque dos giallorossi está saturado: Paulo Dybala está prestes a renovar contrato e Matias Soulé é visto como aposta de futuro, o que complica ainda mais a entrada de Mahrez.

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A situação na Juventus é igualmente delicada. O clube de Turim encontra-se sob escrutínio rigoroso devido ao recente acordo de liquidação com a UEFA, o que restringe fortemente as movimentações no mercado. Só uma saída significativa, como a eventual transferência de Lois Openda, abriria espaço para considerar Mahrez como alternativa para Luciano Spalletti, actual treinador e responsável por gerir um plantel onde Francisco Conceição já actua nessa faixa. Por sua vez, o Inter de Milão, livre de constrangimentos financeiros imediatos, mantém-se atento ao mercado de oportunidades, graças à visão estratégica de Beppe Marotta. No entanto, as prioridades dos nerazzurri estão focadas noutras posições, nomeadamente um substituto para Denzel Dumfries e reforços defensivos, pelo que, até ao momento, não há sinais concretos de interesse em Mahrez.
O Como, clube que prepara uma ambiciosa participação nas competições europeias, surge como hipótese remota. A experiência e talento do argelino poderiam ser um trunfo, sobretudo se Álvaro Morata sair, mas Cesc Fàbregas e a direcção técnica privilegiam claramente perfis mais jovens, relegando Mahrez para uma opção meramente teórica. No AC Milan, sob o comando técnico de Rúben Amorim, a construção do plantel está centrada em torno de Christopher Nkunku e Christian Pulisic, posicionados atrás de Gonçalo Ramos, sendo que a continuidade de Rafael Leão ainda está por definir. Já o Nápoles, com um plantel inflacionado a atingir 47 jogadores, precisa urgentemente de emagrecer o balneário, sobretudo nas alas, onde a concorrência é feroz e Mahrez dificilmente terá espaço.
O próprio Mahrez reconheceu, em declarações à imprensa após a rescisão com o Al-Ahli, que está “disponível para novos desafios, especialmente num campeonato competitivo como o italiano”, sublinhando que “a Serie A sempre foi um sonho e acredito que ainda tenho muito para dar ao mais alto nível”. O extremo argelino fez questão de frisar a sua “vontade de contribuir com experiência e ambição, independentemente das circunstâncias”.
Apesar do seu currículo recheado — com títulos da Premier League, uma Taça das Nações Africanas e uma reputação de jogador decisivo em grandes momentos —, Mahrez vê-se agora encurralado por um mercado italiano onde as oportunidades reais escasseiam. A idade e o perfil táctico jogam contra si, num contexto em que quase todos os candidatos preferem juventude, polivalência e projectos de médio prazo.
O futuro imediato de Mahrez permanece uma incógnita, mas a sua disponibilidade para negociar e o desejo de voltar a brilhar na elite europeia mantêm-no atento a qualquer oportunidade de última hora. Com o mercado de transferências a aquecer, poderá ainda surgir um clube disposto a apostar na experiência e qualidade do argelino, sobretudo se ocorrer alguma saída inesperada ou se uma das principais equipas italianas sentir necessidade de reforçar o ataque. Para já, Mahrez mantém-se em destaque, pronto a surpreender — resta saber se alguém em Itália lhe irá abrir a porta antes do fecho da janela de transferências.
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