Lewandowski assina pelo Chicago Fire e pode estrear-se frente a ex-colega

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Robert Lewandowski está prestes a abalar o futebol norte-americano e a transformar a Major League Soccer (MLS) com a sua chegada ao Chicago Fire, num dos movimentos de mercado mais surpreendentes e ambiciosos dos últimos anos. O avançado polaco, conhecido pela sua impressionante veia goleadora ao serviço de clubes como Bayern Munique e Barcelona, prepara-se para ser apresentado oficialmente pelo emblema de Chicago nos próximos dias — um reforço de peso que promete aquecer ainda mais a rivalidade entre as principais estrelas internacionais da liga.

O Chicago Fire, sob a liderança do proprietário Joe Mansueto, conseguiu finalmente garantir um nome sonante após várias tentativas falhadas. Depois de negociações inconclusivas com Neymar em 2025 e do insucesso na contratação de Thomas Müller — que acabou por rumar aos Vancouver Whitecaps —, o clube vira-se agora para Lewandowski, que chega como jogador livre após terminar contrato com o Barcelona. O avançado, de 37 anos, viu-se afastado do Mundial 2026 devido à eliminação da Polónia na recta final da qualificação europeia, o que lhe permitiu descansar e preparar-se para um novo desafio.

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A chegada de Lewandowski à MLS não só eleva o perfil do Chicago Fire, actualmente terceiro classificado na Conferência Este, mas também intensifica a competição entre as estrelas internacionais que têm escolhido os Estados Unidos como palco para a recta final das suas carreiras. Depois de Lionel Messi ter agitado o Inter Miami e de Müller ter reforçado os Whitecaps, Lewandowski junta-se a nomes como Hugo Lloris e Son Heung-min (LAFC), Timo Werner (San Jose Earthquakes) e a Antoine Griezmann, que se prepara para ingressar no Orlando City depois do Mundial.

Gregg Berhalter, director desportivo e treinador do Chicago Fire, não escondeu o entusiasmo em declarações ao podcast Up & Adams no início de Junho: “Estamos a tentar recrutar jogadores de classe mundial. Achamos que [Lewandowski] seria uma grande contratação, não só para o Chicago Fire, mas para a liga, por ser um jogador desse calibre. Vemo-lo ao nível de [Lionel] Messi em termos de capacidade, e seria fantástico para a cidade de Chicago”. Berhalter reforçou ainda, em conversa com o jornalista Mateusz Skwierawski, a confiança no impacto do polaco: “Ele tem todas as oportunidades para se tornar uma grande estrela na América. Este país está pronto para ele. Teve uma carreira brilhante, e isto pode ser o próximo grande desafio.”

O impacto potencial de Lewandowski vai para lá do relvado. Com 629 golos e 159 assistências em 869 jogos profissionais, além de 88 golos em 167 jogos pela selecção polaca, a sua chegada pode alterar o paradigma do futebol nos Estados Unidos, atraindo novos adeptos, patrocinadores e visibilidade internacional para a MLS. Para o Chicago Fire, trata-se de um acréscimo de qualidade inequívoca, sobretudo numa equipa que tem apostado num sistema de dois avançados, onde Lewandowski poderá formar uma dupla letal com Hugo Cuypers. Nas alas, Jonathan Bamba e Philip Zinckernagel mantêm-se como peças-chave, enquanto o sul-africano Mbekezeli Mbokazi solidifica o eixo defensivo à frente do jovem guarda-redes Chris Brady.

O clube de Chicago não poupou esforços para seduzir o polaco, apresentando-lhe um contrato para as próximas duas a três temporadas e detalhando o projecto desportivo. “Falámos sobre a sua posição e como poderia ajudar a equipa a conquistar o campeonato. O mais importante foi mostrar-lhe o que podemos oferecer-lhe em Chicago”, revelou Berhalter.

Lewandowski poderá estrear-se oficialmente na MLS já a 16 de Julho, frente ao Vancouver Whitecaps de Thomas Müller, antigo companheiro nos tempos do Bayern. Este reencontro promete ser um dos grandes atrativos do calendário, podendo marcar o início de uma nova era para o Chicago Fire e para toda a liga norte-americana.

Com a chegada de Lewandowski, a MLS consolida-se como destino predilecto para grandes nomes do futebol europeu em final de carreira, elevando o nível competitivo e o interesse global na competição. Os próximos jogos serão decisivos para perceber até que ponto o craque polaco conseguirá manter a sua veia goleadora e conduzir o Chicago Fire à tão ambicionada conquista do título. Uma coisa é certa: o futebol nos Estados Unidos nunca mais será o mesmo.

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