Lionel Messi acaba de reescrever a história do futebol mundial, ao tornar-se o melhor marcador de sempre em fases finais de Campeonatos do Mundo, depois de bisar no triunfo da Argentina frente à Áustria, por 2-0, no Mundial 2026. Com este feito, Messi eleva o registo para uns impressionantes 18 golos em fases finais, ultrapassando nomes lendários como Miroslav Klose, Ronaldo Nazário ou Gerd Müller.
O encontro decorreu na passada noite, com a Argentina a garantir o apuramento para os quartos-de-final, enquanto Messi, aos 38 anos, não só foi decisivo como voltou a mostrar uma frescura e ambição dignas de um jovem em estreia. Os dois golos apontados frente à Áustria somam-se ao hat-trick com que já tinha arrasado a Argélia nesta mesma edição do torneio, perfazendo cinco golos em apenas dois jogos. Messi, detentor de oito Bolas de Ouro, ultrapassa agora o anterior máximo de 16 golos que pertencia a Miroslav Klose e isola-se como o maior artilheiro de sempre em Campeonatos do Mundo.

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Este marco não é apenas um triunfo individual; tem repercussões profundas no panorama do futebol internacional. Messi, tantas vezes criticado por não ter conseguido conquistar títulos pela selecção argentina nas fases iniciais da carreira, cimenta assim a sua posição como o maior de sempre a pisar os relvados mundiais. A conquista do Mundial do Qatar em 2022, onde já tinha sido o melhor jogador, foi apenas o prenúncio deste domínio absoluto. Para a Argentina, a presença de Messi inspira uma confiança renovada e coloca a selecção como a principal favorita a levantar novamente o troféu.
O recorde agora batido ganha ainda mais dimensão quando se olha para a lista de lendas ultrapassadas. Gerd Müller, com 14 golos em apenas 13 jogos nas décadas de 1970 e 1974, foi durante anos um mito inalcançável. Müller venceu a Bola de Ouro em 1970 e foi decisivo na final do Mundial de 1974, onde apontou o golo do triunfo da Alemanha Ocidental frente à Holanda. Já Ronaldo Nazário, figura maior do futebol brasileiro, marcou 15 golos em fases finais, tendo sido protagonista de um dos mais dramáticos regressos após grave lesão, ao conquistar o Mundial de 2002 com oito golos, incluindo dois na final.
Entre os contemporâneos, Kylian Mbappé surge como o mais próximo rival de Messi, com 16 golos em 16 jogos, depois de ter bisado frente ao Iraque e Senegal neste Mundial. O francês tornou-se campeão do mundo em 2018 ainda adolescente, repetiu a proeza de Pelé ao marcar numa final e foi o melhor marcador em 2022, com um hat-trick na final perdida para a Argentina. Miroslav Klose, por seu lado, fez história ao ultrapassar Ronaldo e Müller, com 16 golos e um título mundial em 2014, encerrando a carreira internacional como o maior goleador alemão de sempre.
Em declarações após o histórico encontro, Lionel Messi não escondeu a emoção: “Sempre sonhei com estes momentos, mas nunca pensei que seria possível chegar tão longe. Sinto-me orgulhoso por representar a Argentina e por poder dar alegrias ao nosso povo”, afirmou o capitão albiceleste, visivelmente emocionado perante os jornalistas, minutos depois do apito final. Messi sublinhou ainda o espírito de grupo e a importância dos colegas: “Estes recordes só são possíveis porque tenho uma equipa fantástica ao meu lado. O mérito é de todos.”
O impacto deste feito será sentido não só na Argentina, mas em todo o universo do futebol. Messi entra definitivamente num patamar onde já quase não existe comparação possível, reforçando o debate sobre quem é, afinal, o maior jogador de todos os tempos. Com a Argentina já nos quartos-de-final e Messi a liderar a lista de melhores marcadores deste Mundial, o sonho de revalidar o título está mais vivo do que nunca. Os adversários sabem que enfrentar Messi é enfrentar a própria história — e, neste momento, ninguém parece capaz de travar o génio de Rosario.
Seguem-se desafios ainda mais exigentes para a selecção das pampas, mas a confiança está no máximo. Os olhos do mundo estarão colados ao próximo jogo da Argentina, onde se espera que Messi continue a elevar a fasquia e a redefinir os limites do que é possível no futebol mundial. Se dúvidas houvesse, Lionel Messi acabou de as dissipar: o Rei dos Mundiais veste azul e branco.
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