Messi ultrapassa Klose como melhor marcador de sempre em mundiais

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Lionel Messi voltou a abalar as fundações do futebol mundial ao ultrapassar o lendário recorde de golos em fases finais de Mundiais, destronando Miroslav Klose, que durante mais de uma década foi o nome maior neste capítulo histórico. Com dois golos frente à Áustria na fase de grupos do Mundial de 2026, Messi elevou o seu total para uns impressionantes 18 golos, tornando-se assim o melhor marcador de sempre em fases finais do Campeonato do Mundo, um feito que parecia inalcançável.

Até à noite mágica de Messi, Miroslav Klose detinha o recorde, tendo marcado 16 golos em quatro edições consecutivas do Mundial entre 2002 e 2014. O alemão, nascido na Polónia em 1978 e filho de pais polacos de ascendência germânica, construiu uma carreira sólida e discreta a nível de clubes, mas foi com a camisola da selecção alemã que se eternizou na história do futebol internacional. Klose mudou-se para a Alemanha Ocidental com apenas oito anos, iniciando o seu trajecto no SG Blaubach-Diedelkopf, clube periférico à sua terra natal, Kusel.

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A ascensão de Klose nos relvados germânicos tornou-se evidente quando se transferiu para o FC Homburg, clube onde se estreou como sénior aos 20 anos. Foi, contudo, no Kaiserslautern, a partir de 1999, que explodiu verdadeiramente: marcou nove golos na primeira temporada e 16 na seguinte, ficando a apenas dois golos do melhor marcador da Bundesliga. Em 2004, transferiu-se para o Werder Bremen, onde brilhou especialmente na época 2005/06, com 25 golos que lhe valeram a Bota de Ouro da Bundesliga, superando nomes como Dimitar Berbatov. O seu desempenho chamou a atenção do Bayern Munique, clube pelo qual conquistou dois títulos nacionais, embora nunca tenha conseguido exceder os 10 golos por temporada.

Já na fase final da carreira, Klose rumou à Lazio, em Itália, onde redescobriu a veia goleadora e registou três épocas com dois dígitos em golos, conquistando ainda a Taça de Itália em 2013. Apesar do sucesso a nível de clubes, foi nos palcos internacionais que Klose atingiu o estatuto de lenda. Estreou-se pela selecção alemã principal em 2001 e somou 137 internacionalizações, marcando 71 golos e tornando-se o melhor marcador de sempre da Mannschaft.

O percurso de Klose nos Mundiais é uma narrativa de consistência, longevidade e eficácia. No Mundial de 2002, na Coreia do Sul e Japão, assombrou o mundo ao marcar um hat-trick logo na estreia, diante da Arábia Saudita, num triunfo por 8-0. Terminou esse torneio com cinco golos, ajudando a Alemanha a chegar à final, onde sucumbiu perante o Brasil de Ronaldo. Repetiu a dose em 2006, desta vez em solo alemão, com mais cinco golos e uma presença nas meias-finais. Em 2010, na África do Sul, voltou a estar em destaque com quatro golos, elevando o total para 14 e consolidando-se como um dos maiores artilheiros da história dos Mundiais.

O ponto alto chegou no Brasil, em 2014, quando Klose, já veterano, marcou dois golos decisivos e ajudou a Alemanha a conquistar o tetracampeonato mundial. Ao atingir os 16 golos, superou o recorde de Ronaldo Nazário e estabeleceu uma marca que muitos consideravam inalcançável. No final desse torneio, despediu-se do futebol internacional no topo, com um título mundial e um recorde absoluto.

A importância deste recorde de Klose reside não só nos números, mas na regularidade com que deixou marca em quatro edições consecutivas do maior palco do futebol. A sua capacidade de aparecer nos momentos decisivos tornou-o um ícone silencioso, respeitado por adversários e admirado por adeptos de todo o mundo. O facto de Messi ter finalmente ultrapassado esta barreira histórica reforça ainda mais o estatuto do argentino como o melhor de sempre, elevando o patamar da excelência individual em Mundiais.

Após a queda do seu recorde, Klose não escondeu o orgulho pelo legado deixado e, numa entrevista recente, afirmou: “Os recordes existem para serem batidos. Estou feliz por ter feito parte desta história e por ver jogadores como Messi a elevar o nível do futebol mundial.” O antigo avançado alemão referiu ainda: “Foi uma honra ter representado a Alemanha e ter contribuído para momentos inesquecíveis nos Mundiais.”

Com Messi agora no topo da tabela dos melhores marcadores de sempre em fases finais de Mundiais, a fasquia fica ainda mais elevada para as futuras gerações. A conquista deste feito monumental pelo capitão argentino reacende o debate sobre a supremacia individual no futebol mundial e lança ainda mais holofotes sobre o que poderá vir a alcançar nos próximos anos, sobretudo numa altura em que a sua carreira já entra na recta final. Klose, por seu lado, permanece como uma referência de humildade e eficácia, um exemplo raro de consistência e longevidade ao mais alto nível.

O impacto desta mudança de liderança na lista de melhores marcadores do Mundial é inegável para a história do futebol. Os próximos capítulos estarão agora centrados em Messi e na possibilidade de algum dia este novo recorde ser superado. Para já, o legado de Klose mantém-se vivo nas memórias dos adeptos e nas páginas douradas do desporto-rei.

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