Lionel Messi volta a ser o nome em destaque no Estádio de Dallas, onde a selecção argentina procura garantir, esta noite, o apuramento para os oitavos de final do Mundial perante uma Áustria ambiciosa. O capitão argentino, prestes a completar 39 anos, lidera uma equipa reinante campeã do mundo e que atravessa um impressionante ciclo de vitórias, tendo vencido os últimos sete jogos na competição mais importante do planeta.
A Argentina chega a este encontro após um triunfo convincente por 3-0 sobre a Argélia, partida em que Messi assinou um hat-trick e provou, uma vez mais, que a idade é apenas um número quando se trata de talento e liderança em campo. A formação de Lionel Scaloni soma já oito vitórias consecutivas em todas as competições e parece determinada a defender o título conquistado em 2022. Do outro lado, a Áustria iniciou o Grupo J com uma vitória por 3-1 frente à Jordânia, apesar de só ter resolvido o jogo nos minutos finais. Os austríacos, comandados por Ralf Rangnick, contam com nomes de peso como David Alaba, Konrad Laimer e Marko Arnautovic, todos eles habituados à pressão dos grandes palcos europeus.

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Este confronto ganha ainda mais relevância quando se olha para o histórico das duas selecções: em 1980, a Argentina goleou por 5-1, enquanto em 1990 registou-se um empate a uma bola. Agora, o contexto é outro, com a Áustria a regressar a uma fase final do Mundial pela primeira vez desde 1998 e determinada a quebrar o enguiço de não ultrapassar a fase de grupos desde 1982. Para os campeões em título, qualquer resultado que não seja a vitória poderá ser visto como um retrocesso nas aspirações de revalidação do troféu, sobretudo tendo em conta o momento de forma impressionante.
Na antevisão do jogo, Lionel Messi não escondeu a ambição: “Estamos aqui para ganhar todos os jogos. O Mundial é especial e queremos continuar a demonstrar que somos os melhores”, afirmou o craque argentino, depois de ter sido decisivo frente à Argélia. Do lado austríaco, Ralf Rangnick reconheceu o favoritismo argentino, mas deixou um aviso: “Sabemos que a Argentina é fortíssima, mas temos jogadores experientes e vamos lutar até ao último minuto. Não viemos só para participar”, disse em conferência de imprensa.
A pressão está toda do lado da Argentina, que persegue o feito histórico de conquistar dois Mundiais consecutivos, algo que só as maiores selecções conseguiram no passado. A consistência defensiva da Áustria, que apenas sofreu mais de um golo em um dos últimos 18 jogos, poderá ser um teste sério à criatividade de Messi e companhia. Resta saber se a experiência de Alaba e o pragmatismo táctico de Rangnick serão suficientes para travar uma selecção que parece embalada para mais uma caminhada gloriosa.
O apuramento argentino para a próxima fase poderá ser selado já esta noite, o que permitiria a Scaloni gerir o plantel nos próximos compromissos e resguardar as principais figuras para os duelos a eliminar. Para a Áustria, conquistar pontos frente ao campeão do mundo seria um feito histórico e deixaria tudo em aberto na luta pelo acesso aos oitavos de final, aumentando ainda mais a pressão sobre Argélia e Jordânia.
A bola começa a rolar às 18:00, hora de Lisboa, no Estádio de Dallas, com transmissão televisiva garantida e milhares de olhos postos em Messi, o homem que continua a desafiar o tempo e a escrever capítulos dourados na história do futebol mundial. Seja qual for o desfecho, este encontro promete emoção, qualidade e, acima de tudo, a confirmação de que o Mundial não perdoa deslizes — cada jogo pode ser o último passo rumo à glória ou ao esquecimento.
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