Luka Modric não poupou críticas e deixou um aviso contundente: a arbitragem do encontro entre Portugal e Croácia, decisivo para a qualificação ao Mundial de 2026, voltou a penalizar os croatas com decisões polémicas. O capitão da Croácia, reconhecido pela sua postura habitualmente diplomática, não escondeu a frustração após ver a sua selecção afastada da maior competição mundial de futebol, num jogo carregado de controvérsia e decisões técnicas questionáveis.
A polémica instalou-se no final do encontro realizado em Leipzig, onde Portugal venceu por 2-1, resultado que ditou a eliminação da Croácia. Modric insurgiu-se particularmente contra a anulação do golo que teria dado o empate a dois golos, alegando que não existia qualquer prova de que Matanovic tivesse tocado na bola. O médio croata explicou: “O que é que o árbitro nos disse? Que o Matanovic tocou na bola, mas nós vimos as imagens e não há provas de que ele lhe tenha tocado. Se não toca na bola, não é fora de jogo”, afirmou Modric, visivelmente irritado, após o apito final.

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO
O caso do golo anulado não foi o único lance que gerou indignação. Modric apontou ainda o dedo ao penálti assinalado a favor de Portugal, classificando a intervenção do VAR como “seletiva” e condicionada pelo peso das equipas envolvidas. “Algumas coisas não correram como esperávamos. Aquele penálti… se tivesse sido ao contrário, o VAR nunca teria feito uma intervenção. Ao início, quando o VAR foi introduzido, disse que não gostava. Depois, com o tempo, vi que é bom para algumas coisas, mas usam-no incorretamente ou de forma seletiva, ou dependendo da dimensão da equipa. O VAR deveria intervir se for um erro de 200%, mas se não for, se estiver na zona cinzenta, não tem palavra a dizer. Não faz sentido chamar o VAR. Isto não é penálti. Ambas as equipas se estão a agarrar, a empurrar, o Vlasic não o mandou ao chão, segurou-o e ambos caíram. Por isso, não se pode assinalar um penálti assim num jogo como este”, atirou o capitão croata, num claro ataque à equipa de arbitragem.
A indignação de Modric reflecte uma sensação de impotência partilhada por muitos adeptos e jogadores croatas, que já viram a sua selecção ser penalizada por decisões controversas em fases decisivas de grandes torneios. Nesta eliminatória, a contestação centra-se sobre a consistência e imparcialidade do VAR, tecnologia destinada a eliminar erros humanos, mas que, segundo Modric, acaba por ser utilizada de forma desigual. O próprio médio reforçou a sua posição: “Por isso é que digo que deve ser usado se o erro for de 200%. Se podes analisar algo de uma forma ou de outra, não tens palavra a dizer. Isso incomoda-me e prejudica-nos sempre. O que é, é… sigamos em frente, não nos vamos queixar, mas claro que algumas coisas me incomodam porque o destino decide, decide o estado de espírito para tudo o que fazes, pelo que sacrificas, destróis-te, lutas… Há jogadores jovens que vêm para aqui e depois fazem-lhes uma coisa destas… Prejudica-nos sempre”, lamentou Modric, já com algum desalento.
Apesar da revolta, Modric fez questão de enaltecer o desempenho da Croácia, sobretudo pela reação na segunda parte. “Não vou falar mais disso, podemos estar orgulhosos de como jogámos, de como lutámos, de como representámos a Croácia, especialmente na segunda parte. Essa é a Croácia que todos conhecem, pela qual somos tão respeitados e queridos no mundo. Agora fazemos um reset e já está”, concluiu, demonstrando orgulho na atitude guerreira da equipa.
A eliminação da Croácia deixa marcas profundas não só no grupo liderado por Modric, mas também na credibilidade da arbitragem internacional e na utilização do VAR em jogos de alto risco. As palavras do capitão croata prometem agitar a discussão em torno da justiça desportiva e da transparência nas competições de futebol ao mais alto nível. Para Portugal, o triunfo garante a passagem à fase seguinte, mas não apaga as dúvidas levantadas sobre a legitimidade dos lances capitais.
A polémica está instalada e dificilmente desaparecerá nos próximos dias. Resta saber qual será o impacto destas declarações junto da FIFA e dos órgãos responsáveis pela arbitragem, e se haverá mudanças no protocolo do VAR para evitar que casos semelhantes voltem a manchar o espectáculo do futebol. Para a Croácia, será tempo de reflexão e de reconstrução, enquanto Portugal segue em frente, mas sob o olhar atento do mundo do futebol, que exige respostas claras e decisões sem margem para dúvidas.
AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI
Discover more from Apito Final
Subscribe to get the latest posts sent to your email.
