Neymar está de regresso aos convocados e promete agitar as contas do Brasil no Mundial, depois de Carlo Ancelotti garantir em conferência de imprensa que o craque será opção para o embate frente à Escócia, agendado para a próxima quarta-feira, 24 de Junho. A notícia surge poucas horas após a selecção canarinha ter derrotado o Haiti, e rapidamente incendiou as expectativas dos adeptos brasileiros, que sonham com um percurso brilhante na maior competição de selecções do mundo.
Após semanas de incerteza devido a uma lesão no gémeo direito, Neymar, número 10 da equipa, ficou afastado dos relvados desde 17 de Maio, altura em que sofreu uma inflamação muscular a representar o Santos. Apesar de ter sido chamado ao Mundial já condicionado, os exames confirmaram uma lesão que obrigou a um período de recuperação sem contacto com bola durante três semanas. Durante o jogo contra o Haiti, o avançado permaneceu em New Jersey a realizar tratamento individual, não tendo sequer integrado a comitiva que viajou para Filadélfia, local do encontro frente à selecção caribenha.

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A confirmação do regresso foi feita sem rodeios por Carlo Ancelotti, treinador principal do Brasil, que se mostrou confiante na recuperação total do astro: “O Neymar vai treinar individualmente amanhã (sábado) e depois, na segunda-feira, estará com a equipa e preparado para o jogo contra a Escócia”, esclareceu Ancelotti perante os jornalistas após a vitória sobre o Haiti. Esta garantia caiu que nem uma bomba no seio da comitiva brasileira e entre os adeptos, que já aguardavam ansiosamente pelo regresso do camisola 10.
O regresso de Neymar reveste-se de enorme importância para as aspirações do Brasil neste Mundial. O jogador é peça-chave no ataque canarinho e, mesmo longe do seu auge físico, representa sempre uma ameaça constante para qualquer adversário. Além disso, a presença de Neymar poderá libertar outros jogadores do plantel, como Vini Jr. – que esteve em destaque frente ao Haiti – e Cunha, apontado por muitos como o número 9 destinado ao sexto título mundial da selecção brasileira. Num grupo onde cada ponto pode ser determinante, o regresso do craque oferece a Ancelotti armas reforçadas para enfrentar uma Escócia que também procura surpreender.
A situação clínica do brasileiro foi tema recorrente entre colegas e equipa técnica. Danilo, companheiro de selecção, comentou antes do jogo com o Haiti o impacto da ausência do avançado: “Todos sabemos o que o Neymar representa para nós. A sua recuperação é fundamental e estamos confiantes que pode ser decisivo nesta fase”, afirmou o lateral direito, expressando o sentimento generalizado no balneário.
Com o regresso iminente de Neymar, o Brasil ganha novo fôlego e relança as suas ambições de conquistar o tão desejado hexacampeonato. No imediato, resta perceber em que condições físicas regressará o número 10 e se Ancelotti optará por lançá-lo de início ou como trunfo de banco frente à Escócia. Certo é que a pressão e as expectativas aumentam consideravelmente, tanto para o jogador como para toda a estrutura técnica.
Os próximos dias serão, por isso, decisivos: Neymar irá retomar os treinos com o grupo já na segunda-feira, e a evolução da sua condição física será monitorizada ao detalhe. A presença do astro dentro das quatro linhas pode ser o factor diferenciador de que o Brasil necessita nesta fase de grupos, num Mundial onde cada detalhe conta e onde o regresso de uma superestrela pode mudar radicalmente o rumo da competição. Os olhos do mundo estarão postos em Ancelotti e na forma como irá gerir o regresso da sua maior referência ofensiva.
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