O seleccionador Ronald Koeman deixou de fora Jeremie Frimpong e Stefan de Vrij, apostando em sangue novo e polémico no onze inicial dos Países Baixos para a estreia no Mundial 2026 frente ao Japão, este domingo, em Dallas. Numa reviravolta inesperada, a ausência de dois jogadores com experiência internacional abre caminho a uma defesa liderada por Virgil van Dijk e reforçada por Jean-Paul van Hecke, numa decisão que já está a gerar discussão entre adeptos e analistas.
Os Países Baixos, oitavos do ranking FIFA e com a fama de serem eternos candidatos sem nunca terem conquistado o troféu, voltam a sonhar alto nesta edição do Mundial. A equipa laranja, que já perdeu três finais – mais do que qualquer outra selecção sem título –, entra em campo sob uma pressão colossal para quebrar finalmente a maldição. Do outro lado, o Japão de Hajime Moriyasu, conhecido por derrotar gigantes, chega a Dallas embalado pelas memórias das vitórias surpreendentes sobre Espanha e Alemanha na fase de grupos do último Mundial. Apesar das baixas importantes de Kaoru Mitoma e Wataru Endo – ambos afastados por lesão –, os nipónicos mantêm uma coesão defensiva notável, não sofrendo qualquer golo nos últimos cinco encontros.

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O confronto entre Países Baixos e Japão é muito mais do que um simples jogo de abertura do Grupo F. Para Koeman, está em causa a validação das suas escolhas arrojadas e a confirmação de que esta geração pode finalmente trazer o tão desejado título mundial para Amesterdão. Para o Japão, trata-se de provar que consegue voltar a surpreender os favoritos, mesmo sem as suas principais estrelas. Ayase Ueda, melhor marcador da Eredivisie com 25 golos na última época, assume o papel de referência ofensiva ao lado de Takefusa Kubo, enquanto a defesa liderada por Tomiyasu promete dificultar a vida ao trio atacante neerlandês composto por Summerville, Malen e Gakpo.
Ronald Koeman justificou as suas opções antes do jogo: “Tomar estas decisões nunca é fácil, mas acredito que este grupo tem a energia e a mentalidade necessárias para fazer história. Frimpong é um grande jogador, mas não atravessa o melhor momento, e precisamos de quem está a 100%.” Apesar do susto com Bart Verbruggen – o guarda-redes titular lesionou-se no particular frente ao Uzbequistão –, o técnico garantiu que “está recuperado e pronto para defender a baliza”. Do lado japonês, o seleccionador Moriyasu lamentou as ausências de Mitoma e Endo, dizendo: “São jogadores fundamentais, mas esta equipa está habituada a superar adversidades. Vamos lutar até ao fim e mostrar que o Japão não depende de individualidades.”
A análise dos especialistas evidencia que, apesar do favoritismo atribuído aos neerlandeses, o Japão é uma equipa perigosa, especialmente em transições rápidas. A Holanda, que demonstrou dificuldades em criar oportunidades claras no último amigável, terá de acelerar o ritmo e ser mais eficaz na finalização para evitar surpresas desagradáveis. “Se a equipa não aumentar a intensidade, pode ser uma estreia mais complicada do que o esperado”, alertou um antigo internacional neerlandês em comentário televisivo. Por outro lado, a solidez defensiva japonesa, que não sofre golos há mais de sete meses, pode ser o maior obstáculo para os comandados de Koeman.
O jogo será transmitido em directo para Portugal em plataformas de streaming e canais internacionais, prometendo captar as atenções de milhões de adeptos. Em caso de vitória, os Países Baixos ganham embalo para assumir a liderança do grupo e reforçar o estatuto de candidato ao título. Se o Japão surpreender, pode relançar a luta pelo apuramento e repetir o feito do último Mundial, em que ultrapassou todas as expectativas.
Olhando para o futuro, este encontro pode definir o tom do Grupo F e influenciar o percurso das duas selecções na competição. Koeman sabe que um mau resultado deitará por terra a confiança dos adeptos e aumentará a pressão mediática, enquanto o Japão procura, mais uma vez, afirmar-se como a seleção asiática mais competitiva do momento. O desfecho deste duelo promete mexer com o panorama do Mundial 2026 e abrir caminho para mais surpresas nas próximas jornadas.
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