Rice e ødegaard suspendem amizade no duelo decisivo Inglaterra-Noruega

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O duelo entre Declan Rice e Martin Ødegaard promete incendiar os quartos-de-final do Mundial, colocando de parte a amizade e união clubística em nome do maior troféu de selecções. Os dois pilares do Arsenal, habituados a partilhar balneário e glórias em Londres, vão medir forças este sábado em Miami, num confronto que pode marcar para sempre as suas carreiras.

Rice, vice-capitão da selecção inglesa, e Ødegaard, capitão da Noruega, são apontados como figuras centrais no embate decisivo, ambos na plenitude das suas capacidades e motivados pela possibilidade de alcançar um feito inédito. Nascidos com apenas 28 dias de diferença, nunca se defrontaram nos escalões jovens devido à ascensão meteórica do norueguês, limitando os seus duelos aos intensos treinos sob orientação de Mikel Arteta. Esta será a 118.ª vez que partilham o relvado, mas desta vez como adversários, com o calor sufocante de Miami a servir de palco para uma batalha sem precedentes.

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No seio da selecção norueguesa, Ødegaard lidera pelo exemplo desde que Ståle Solbakken lhe entregou a braçadeira em 2021, numa decisão ousada quando tinha apenas 22 anos. Em 2022, Arteta seguiu o mesmo caminho no Arsenal, atribuindo-lhe a liderança após a saída polémica de Pierre-Emerick Aubameyang. Rice não poupou elogios ao colega, afirmando em Maio de 2025: “Não queria ninguém além do Martin como nosso capitão. Ele consegue entregar nos maiores palcos. Estamos sempre com o Martin.” Contudo, o respeito mútuo ficará suspenso durante pelo menos 90 minutos.

Rice, por sua vez, consolidou o estatuto de referência tanto no Arsenal como em Inglaterra, resistindo a dores físicas e a castigos para se manter sempre disponível. Em declarações no estágio da Noruega em Fort Lauderdale, Ødegaard sublinhou: “Ele é alguém que dá absolutamente tudo pela equipa, luta por cada bola, traz energia ao relvado. Consegue fazer tantas coisas em campo.” A sua versatilidade e entrega total tornaram-no imprescindível, e já se especula sobre a possibilidade de suceder Harry Kane na liderança da selecção inglesa ou até mesmo Ødegaard no Arsenal.

Apesar de Ødegaard ter sido alvo de críticas após o primeiro jogo frente ao Iraque, respondeu com exibições de gala, nomeadamente diante do Brasil nos oitavos-de-final, parecendo mais inspirado do que nunca. Para o seleccionador Solbakken, “Juntamente com o Erling Haaland, tem sido o nosso melhor jogador há muito tempo e um grande capitão quando as coisas estavam menos fáceis.” O próprio treinador norueguês reconheceu: “Talvez tenha um papel um pouco mais livre na nossa equipa… Pode ser que com o Arsenal partilhe responsabilidades com jogadores da mesma experiência, como Rice e Zubimendi. Nós talvez lhe peçamos um pouco mais. Acho que ele gosta disso e merece-o.”

Rice poderá ser incumbido de travar Ødegaard em Miami, uma missão que faz sentido dada a influência do norueguês no jogo ofensivo da sua selecção. O inglês, com a sua capacidade de gerir ritmos e resistir à pressão, provou estar à altura dos grandes momentos.

Independentemente do resultado, um deles ficará pelo caminho a escassos passos da final. Como disse Ødegaard: “É um prazer enorme partilhar o relvado com ele.” Só no sábado se saberá quem sairá com o sorriso mais largo deste duelo entre líderes forjados em Londres e agora rivais na maior montra do futebol mundial.

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