Thomas Tuchel revelou os motivos por trás da reduzida utilização de Bukayo Saka no Mundial de 2026, apesar do desempenho impressionante do extremo do Arsenal na conquista do terceiro lugar da Inglaterra. Após marcar um hat-trick na vitória épica contra França por 6-4 no jogo da medalha de bronze, o treinador explicou as razões táticas e físicas que condicionaram o tempo de jogo de Saka durante o torneio.
Saka, que era esperado para ter um papel de destaque desde o início, só foi titular no último jogo da fase de grupos, já sem consequências para a qualificação, frente ao Panamá. Depois, foi novamente suplente contra a República Democrática do Congo, reaparecendo no onze contra o México, onde ofereceu uma assistência decisiva na vitória por 3-2. Tuchel optou por não o utilizar na derrota nas meias-finais diante da Argentina, mas decidiu dar-lhe a titularidade no encontro contra França, onde brilhou com três golos.

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O técnico falou à BBC Sport sobre a performance do jovem de 24 anos: “Ele fez tudo certo. Tive a sensação, na meia-final, que [Morgan] Rogers iria estar envolvido em algo especial. Foi essa a decisão.” Tuchel destacou a exigência física e a necessidade de gerir as alterações devido a cãibras e o ritmo intenso dos jogos. Enfatizou ainda que Saka “mostrou que é um jogador-chave. Nunca houve dúvidas. Não estava ciente de que tinha marcado um hat-trick. Perdi a noção dos marcadores, mas foi brilhante.”
A vitória sobre França garantiu o melhor resultado dos ingleses desde o título mundial de 1966. Tuchel salientou a qualidade da equipa e a importância do triunfo: “Já disse antes, esta equipa criou algo muito especial e voltou a demonstrá-lo. Há oito anos eles [França] eram campeões, há quatro anos estavam na final. Existe uma pequena diferença, mas queremos encurtá-la.” O treinador frisou que o jogo frente a França foi “o primeiro passo para fechar essa diferença” e apontou logo o próximo desafio: “O próximo será contra Espanha na Liga das Nações.”
Sobre a sua motivação e estado físico, em meio a dúvidas sobre o seu futuro no cargo, Tuchel afirmou com convicção: “Ver uma equipa lutar assim dá-te energia. O cansaço virá depois. Ainda sentiremos a dor amanhã, que será o final, e isso vai demorar. Mas, no geral, isto dá-me mais energia do que me tira.”
Com este hat-trick, Bukayo Saka confirmou a sua importância para a seleção inglesa, deixando para trás as dúvidas sobre a sua utilização e projetando-se como uma das figuras de destaque rumo aos próximos desafios internacionais. A gestão do plantel por Tuchel e a capacidade de resposta dos jogadores em momentos decisivos prometem ser decisivas para o futuro da Inglaterra no futebol mundial.
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