Venus Williams despede-se após o início mais tardio da história do us open

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Venus Williams fez história ao disputar o seu jogo da primeira ronda do US Open a partir das 12h13, a mais tardia de sempre na competição, antes de ser eliminada pela compatriota Sofia Kenin, que venceu por 6-2, 7-6 (6). O encontro teve lugar no Arthur Ashe Stadium, em Nova Iorque, e terminou já passava das 2 da manhã, numa noite que se tornou emblemática para a veterana jogadora de 46 anos, que ocupa o 611.º lugar no ranking mundial.

Este foi o 26.º torneio de singulares que Williams participou no US Open, uma marca que a torna a jogadora com mais aparições na história da competição. Ao longo do encontro, a sua resistência foi visível, mas a realidade do seu estado atual no circuito profissional, onde não vence desde Wimbledon 2021, foi evidente. “Venus obviamente estava a jogar um ténis incrível”, afirmou Kenin, a campeã do Australian Open de 2020. “Eu apenas tentei continuar a lutar, embora não me sentisse 100% em termos de jogo.”

O início do encontro não foi favorável a Williams, que foi quebrada no seu primeiro serviço e rapidamente se viu a perder 0-3. Apesar de uma breve recuperação, onde conseguiu igualar a situação, não conseguiu manter o ritmo e perdeu o primeiro set em apenas 32 minutos. No segundo set, Kenin, que não estava a ter um bom ano, viu-se a cometer uma série de erros não forçados, permitindo a Williams ter uma segunda oportunidade. No entanto, a veterana não conseguiu concretizar as suas hipóteses, perdendo o tie-break de forma dramática.

Após a partida, Williams foi questionada sobre o seu futuro no ténis, mas rejeitou responder. “Não acho que deva ter de o fazer”, afirmou, mostrando-se focada na sua próxima competição em pares, onde irá jogar ao lado da irmã, Serena, a partir de quinta-feira. A sua presença no torneio gerou debates sobre a adequação do seu wildcard, especialmente considerando que um jogador que perde na primeira ronda pode ganhar 140 mil dólares, uma quantia significativa para muitos atletas em ascensão.

Craig Tiley, o novo diretor do torneio, defendeu a atribuição do wildcard a Williams, afirmando que “ela merece” pela sua contribuição para o ténis e pela resposta positiva dos adeptos. Williams, que já foi número um mundial e conquistou múltiplos títulos de Grand Slam, continua a ser uma figura icónica do desporto, atraindo a atenção do público mesmo em momentos difíceis.

Apesar do resultado, a atmosfera no estádio e o apoio dos fãs demonstram o impacto que Williams tem na modalidade, mesmo num horário tão tardio. “Não é ideal”, admitiu. “Preferiria algo diferente, definitivamente. Não sei de outro desporto onde se tenha de começar tão tarde. Acredito que há espaço para melhorias.”


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