A derrota do Chelsea por 2-1 frente ao Tottenham, num amistoso em Sydney, expôs de forma clara os desafios que a equipa enfrenta sob a orientação de Xabi Alonso. O treinador espanhol, após o encontro, não se deixou abalar pelo resultado, mas fez uma análise crítica das lacunas na performance da sua equipa. “Em qualquer jogo, podemos fazer melhor. Isso faz parte do processo de aprender com as coisas que podemos melhorar e com as que fizemos bem”, afirmou Alonso, sublinhando a necessidade de evolução.
Durante os primeiros 40 minutos de jogo, o Chelsea dominou, especialmente após a expulsão de Kevin Danso, do Tottenham, logo aos três minutos da segunda parte. Contudo, a equipa conseguiu apenas quatro remates à baliza, números que se igualaram aos do adversário, mesmo jogando contra dez homens. Este dado, segundo Alonso, reflete uma falha na “gestão do jogo”, onde o controlo territorial não se traduziu em oportunidades claras de golo.
No encontro, a equipa alinhou num 4-2-3-1, uma estratégia que tem sido a sua marca durante a pré-temporada. Cole Palmer e Estêvão estavam autorizados a intercalar-se em torno do ponta de lança, o que já tinha mostrado resultados positivos em partidas anteriores. Depois de sofrer um golo aos 17 minutos, obra de Sandro Tonali, o Chelsea reagiu rapidamente, com Estêvão a igualar a partida apenas quatro minutos depois.
Após a expulsão, o Chelsea aumentou a pressão, tendo Estêvão chegado a acertar no travessão e Palmer a ameaçar de livre. Apesar do domínio, a equipa não conseguiu concretizar, e na compensação, o Tottenham aproveitou uma rara oportunidade, com Richarlison a marcar após um remate ao poste de Jamie Donley.
A análise táctica revela que, após a expulsão, o Tottenham recuou, fechando os espaços centrais e permitindo que o Chelsea explorasse as laterais, mas sem sucesso. A falta de um médio mais ofensivo, como Romeo Lavia, que não foi arriscado para os 90 minutos, deixou a equipa sem a profundidade necessária na área adversária.
Este problema de falta de profundidade não é novo para Alonso. Quando chegou ao Bayer Leverkusen, estava a lidar com uma equipa em dificuldades, mas em dois anos transformou-a numa força invicta na Bundesliga. A mensagem de Alonso após o jogo com o Tottenham, de que o Chelsea está “a passar por estes momentos”, ecoa o diagnóstico que fez na sua primeira temporada em Leverkusen.
Estêvão destacou-se como o jogador mais perigoso do Chelsea, enquanto Palmer mostrou sinais encorajadores de recuperação após um período menos ativo. A pressão para que Alonso coloque o Chelsea de volta na rota da Liga dos Campeões é imensa, especialmente após a desilusão da última temporada, onde a equipa terminou em 10º lugar. A reconstrução da equipa está em marcha, mas os resultados precisam de acompanhar a evolução do jogo.
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