O escândalo está a agitar o mundo do ténis: várias estrelas de renome, incluindo Aryna Sabalenka, Coco Gauff e Serena Williams, estão sob investigação da ITIA após terem participado numa festa organizada pela gigante das apostas, DraftKings, em Nova Iorque. A presença de jogadores em eventos de promoção de apostas levanta questões sobre a conformidade com as regras do ténis, que proíbem qualquer envolvimento direto ou indireto com operadores de apostas.
Segundo o insider do ténis Ben Rothenberg, fotos mostraram as jogadoras junto à marca da DraftKings, e um porta-voz da ITIA confirmou que o assunto está a ser analisado. A festa não contou apenas com a presença das estrelas mencionadas, mas também de outros atletas, como Taylor Fritz e Matteo Berrettini. O evento foi organizado por David Grutman, que não hesitou em identificar a DraftKings como o anfitrião nas suas redes sociais, o que poderá complicar ainda mais a situação.
A DraftKings é uma das principais operadoras de apostas nos Estados Unidos, operando um sportsbook que aceita apostas em torneios de ténis. Este não é o primeiro incidente envolvendo a marca e as regras da ITIA; em 2022, dois treinadores da equipa de Davis Cup dos EUA foram multados em 10.000 dólares e suspensos por quatro meses por promoverem a empresa nas redes sociais durante o US Open. Segundo as normas em vigor, é estritamente proibido a jogadores e outros envolvidos no ténis participarem em quaisquer atividades promocionais que envolvam apostas.
As consequências de uma possível violação podem ser severas, incluindo multas que podem atingir os 250.000 dólares e períodos de ineligibilidade que podem chegar a três anos. A ITIA tem a capacidade de impor suspensões provisórias antes mesmo de uma decisão final ser tomada, o que torna a situação ainda mais precária para os envolvidos.
Apesar de os jogadores não terem sido pagos para comparecer à festa, a dúvida persiste: a sua presença e os momentos capturados em fotos com a marca configuram uma promoção? A ITIA pode emitir um aviso, um cenário que intensificaria ainda mais o debate sobre a parceria do US Open com a Kalshi, outra plataforma de previsões que também tem suscitado controvérsia.
Jessica Pegula, a número 3 do mundo, expressou a sua frustração em relação às restrições que os jogadores enfrentam em relação a parcerias com operadores de apostas. “Os jogadores não podem fazer nada com patrocínios de apostas, mas os torneios beneficiam-se muito disso. É uma questão complicada”, afirmou Pegula, sublinhando a pressão e o abuso que os jogadores enfrentam por parte de apostadores descontentes.
A preocupação é evidenciada por dados recentes que mostram que 42% de todos os abusos verificados durante a temporada de 2025 foram provenientes de apostadores irritados. O problema da toxicidade online está a levar as empresas de apostas a implementar medidas para identificar e controlar comportamentos abusivos, refletindo uma crescente tensão entre as exigências do desporto e a realidade do mercado de apostas. A situação continua a evoluir e a resposta da ITIA será crucial para determinar o futuro destes atletas em relação às suas associações com a indústria das apostas.
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