Djokovic iguala recorde de vitórias de Federer em Wimbledon

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Novak Djokovic igualou o lendário recorde de vitórias de Roger Federer em Wimbledon, ao conquistar a 105.ª vitória no emblemático relvado do All England Club, num triunfo sofrido frente ao francês Arthur Rinderknech. O sérvio, que já soma 24 títulos de Grand Slam no currículo, voltou a escrever história e reacendeu a discussão sobre quem é, afinal, o maior de sempre no ténis, deixando os adeptos em delírio e os especialistas a debater aces e records.

No confronto da terceira ronda, disputado no Court Central, Djokovic superou Rinderknech em quatro sets, apesar de ter vacilado no terceiro, que perdeu por expressivos 6-1. No entanto, o sérvio recuperou rapidamente a compostura e selou a passagem aos oitavos-de-final, onde irá defrontar o surpreendente qualificador russo Roman Safiullin. O encontro não foi isento de dificuldades para o número dois mundial, que teve de lidar com a potência do francês, mas a experiência e o sangue-frio acabaram por ditar o desfecho favorável ao campeão de Wimbledon por sete vezes.

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Este feito adquire ainda maior relevância por permitir a Djokovic igualar o recorde de Federer, uma marca que muitos julgavam intocável. Mas o sérvio, que nunca escondeu o sonho de ser o maior de sempre, volta a deixar a sua marca numa competição que considera “o torneio da infância”. A ultrapassagem deste marco histórico levanta a fasquia para o próprio Djokovic, que agora tem no horizonte o recorde absoluto de 120 vitórias de Martina Navratilova, a rainha intocável de Wimbledon.

Após a vitória, Djokovic foi interpelado sobre a possibilidade de atingir o recorde absoluto de Navratilova e não escondeu o orgulho pelo que alcançou até ao momento. “Tenho a certeza de que vai haver alguém depois dos 120. Obviamente, poder fazer história neste desporto é uma enorme honra e privilégio, especialmente aqui. Já disse muitas vezes, sempre foi um sonho, o torneio da minha infância. Não estou a pensar nisso [no recorde], estou apenas a tentar vencer o jogo do dia. Estava bastante tenso, mais tensão do que o habitual, sinceramente. Sabia que ia ser um jogo muito desafiante para mim, o que, de facto, se confirmou”, confessou Djokovic na conferência de imprensa após o encontro, demonstrando respeito pelo adversário e pelo palco sagrado de Wimbledon.

Entre risos e aplausos, Djokovic até lançou o desafio a Federer para um jogo de desempate: “Só estou feliz por ter ultrapassado isto e proponho um jogo entre mim e o Roger pelo 106.º. Quem ganhar, fica com o recorde!”, atirou, arrancando gargalhadas do público no Court Central e reacendendo a rivalidade que marcou uma era dourada no ténis mundial.

Na entrevista em campo, Djokovic voltou a sublinhar a dureza do embate com Rinderknech. “Às vezes é preciso apenas encontrar uma forma de vencer, e eu consegui isso hoje”, afirmou ao microfone de Annabel Croft, da BBC. O sérvio detalhou ainda: “Vi-o escorregar e cair, e pensei: ‘Por favor, fica aí para o último ponto’. Houve muitos escorregões, muito jogo do gato e do rato, ele tem muita variedade. Um jogo potente, grandes pancadas, serviço e resposta, vinha à rede, mudava o ritmo, punha muita variedade no jogo dele. Tirou-me do meu conforto. Esteve muito bem e estou realmente aliviado por ter passado.”

Esta vitória ganha contornos ainda mais importantes tendo em conta o contexto recente. Djokovic atravessa uma fase de afirmação após a surpreendente eliminação em Roland Garros às mãos do jovem João Fonseca, que acabou por ser eliminado na terceira ronda de Wimbledon, afastando uma potencial reedição desse duelo já na próxima fase. O sérvio não escondeu o alívio por evitar, para já, novo embate com o jovem brasileiro que o afastou de Paris.

Com Safiullin no horizonte, Djokovic parte como claro favorito, mas fica o aviso: cada jogo é uma batalha, especialmente quando se joga com a história e a pressão de igualar – e ultrapassar – nomes como Federer e Navratilova. O sérvio mostrou alguma vulnerabilidade ao ceder dois sets desde o início do torneio, mas a sua capacidade de adaptação e o instinto de campeão mantêm-no firme na rota para mais um título. A expectativa é máxima: conseguirá Djokovic não só ultrapassar Federer em número de vitórias em Wimbledon, mas também aproximar-se do lendário recorde de Navratilova? O palco está montado, e todos os olhares estão postos no campeão sérvio, que persegue a eternidade nas relvas sagradas de Londres.

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