Emma Raducanu regressa ao circuito com wildcard em estrasburgo

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Emma Raducanu prepara-se para um regresso explosivo ao circuito WTA depois de mais de dois meses ausente das competições. A jovem britânica, que atravessou uma fase conturbada em 2026, foi oficialmente convidada a participar no prestigiante torneio Internationaux de Strasbourg, marcado para decorrer entre 17 e 23 de maio. Este evento surge como a última oportunidade de Raducanu afiar o seu jogo antes do segundo Grand Slam do ano, Roland Garros, que começa imediatamente após a final em Strasbourg.

O ano de 2026 tem sido uma verdadeira montanha-russa para Raducanu. Entre lesões, doenças e mudanças na equipa técnica, a sua performance tem deixado muito a desejar, longe do brilho que a levou a conquistar o US Open. Agora, com um wildcard garantido para o torneio francês, a tenista de 23 anos quer mudar a narrativa e voltar a impressionar nas quadras de terra batida, onde fará a sua estreia oficial esta temporada.

No ano passado, Raducanu já tinha mostrado coragem em Strasbourg, onde, como wildcard, venceu a antiga top 20 Daria Kasatkina antes de ser eliminada nos quartos-de-final pela americana Danielle Collins. Este ano, o desafio promete ser ainda maior. O Internationaux de Strasbourg conta com a presença de nomes de peso, como Marta Kostyuk, campeã do Madrid Open que optou por não jogar em Roma, e Ekaterina Alexandrova, a cabeça-de-série número um do torneio. Victoria Mboko, convidada com wildcard, é a jogadora melhor classificada, seguida pelas americanas Iva Jovic e Madison Keys. Outras adversárias perigosas incluem Clara Tauson, Liudmila Samsonova, Leylah Fernandez, Marie Bouzkova, Emma Navarro e Hailey Baptiste — todas potenciais obstáculos complicados no caminho de Raducanu rumo às fases finais.

O ano de Raducanu começou de forma dececionante. A tenista britânica sofreu com lesões durante a United Cup, foi eliminada precocemente no Hobart International e não passou da segunda ronda do Open da Austrália, derrotada por Anastasia Potapova. Ainda assim, teve um momento de glória ao chegar à final do Transylvania Open, o seu primeiro final desde a vitória no US Open 2021, onde foi derrotada pela favorita local Sorana Cirstea. No entanto, uma sequência de derrotas nas primeiras rondas dos WTA 1000 no Médio Oriente, agravadas por uma doença, e um desempenho irregular no Indian Wells deixaram dúvidas sobre a sua forma física e mental.

Depois de retirar-se dos quartos-de-final do Miami Open e desistir dos torneios em Linz e Madrid, muitos pensavam que Raducanu iria marcar presença em Roma, mas a sua retirada surpreendeu novamente os fãs e especialistas. Agora, com a confirmação da sua participação em Strasbourg, o cenário está montado para que a britânica volte a conquistar os seus admiradores e mostre que está pronta para lutar por títulos.

Este regresso é crucial não só para Raducanu, mas para o ténis britânico em geral, que atravessa um período difícil com o declínio do jovem talento Jack Draper devido a lesões. A esperança é que Emma consiga não só recuperar o seu melhor nível, mas também inspirar novos sucessos, começando por uma campanha sólida em Strasbourg e, quem sabe, uma prestação memorável em Roland Garros. Até ao momento, Raducanu participou apenas duas vezes no Grand Slam francês, sendo eliminada na segunda ronda em ambas as ocasiões (2022 e 2025), pelo que o desafio está lançado.

Com Andrew Richardson, o treinador que a guiou até ao título histórico do US Open, a seu lado novamente, Raducanu procura virar a página e provar que 2026 ainda pode ser o ano da sua afirmação definitiva no ténis mundial. Strasbourg será o palco do seu regresso, e o mundo estará atento para ver se a jovem estrela britânica consegue finalmente transformar o potencial em resultados concretos.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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