Emma Raducanu voltou a dar que falar fora dos courts, não só pelas suas prestações recentes, mas também pelo alegado novo romance que poderá estar a impulsionar a sua carreira. Kim Clijsters, antiga número 1 mundial e lenda do ténis, lançou a bomba: acredita que o novo namorado da britânica, o especialista em relações públicas John Friend, poderá ser o segredo por detrás do ressurgimento competitivo da jovem estrela. Raducanu foi recentemente vista com Friend no Battersea Park, em Londres, alimentando rumores e especulações sobre o impacto positivo da relação na confiança e felicidade da tenista.
Raducanu, de 23 anos, alcançou a terceira final da carreira no Queen’s Club Championships, um feito que reacendeu o entusiasmo dos adeptos britânicos. Apesar de ter sido derrotada por Donna Vekic, Raducanu mostrou-se satisfeita com o seu desempenho durante todo o torneio, demonstrando sinais claros de recuperação da forma que a catapultou para a ribalta em 2021, quando conquistou o US Open. Antes deste torneio, a britânica recontratou Andrew Richardson, o treinador com quem conquistou o seu único Grand Slam, numa tentativa clara de recuperar a estabilidade técnica e mental que tem faltado nos últimos anos, marcados por sucessivas mudanças na equipa técnica.

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO
A importância deste momento não se esgota nos resultados em court. O ténis feminino britânico há muito que anseia por uma nova referência consistente depois de anos de desilusões. O ressurgimento de Raducanu, agora associada a John Friend, pode representar não só uma nova etapa na sua carreira, mas também um estímulo para o desporto nacional, numa altura em que as atenções se viram para Wimbledon, o palco onde tudo começou para a jovem atleta. A estabilidade emocional e a felicidade fora dos courts são atributos cada vez mais valorizados no desporto de alta competição, com vários exemplos a comprovar que a vida privada pode influenciar diretamente o rendimento desportivo.
Kim Clijsters abordou o tema no seu podcast “Love All”, onde elogiou a decisão de Raducanu em voltar a trabalhar com Richardson, destacando a importância de ter uma voz familiar e de confiança no banco, sobretudo numa fase de grande pressão mediática: “Há algo muito reconfortante em ter uma voz tão reconhecível, uma pessoa que te compreende, o que é ótimo, especialmente para alguém como a Emma, sendo da Grã-Bretanha, sabendo que há muita atenção e muita pressão sobre ela quando joga na relva”, afirmou Clijsters. A antiga campeã foi mais longe, sugerindo que a felicidade pessoal pode ser o verdadeiro trunfo desta nova fase: “Vi algumas fotografias em que ela aparece com um novo namorado, e parece muito feliz, a desfrutar da vida, e acho que isso é importante também; estar feliz fora dos courts faz-te jogar melhor dentro deles, sempre disse isso.”
No entanto, nem todas as vozes são de apoio. Andy Roddick, ex-campeão do US Open, criticou abertamente a decisão de Raducanu de se retirar do Nottingham Open após o seu bom desempenho no Queen’s, alegando que a atleta deveria ter aproveitado o embalo para consolidar a sua recuperação. “Se ela faz outra meia-final ou final, passa logo a ser uma das 10 favoritas a vencer Wimbledon? Claro… pode acontecer a qualquer uma. Ela esteve muito bem esta semana. Estou a ser injusto?”, questionou Roddick no seu podcast “Served”, sublinhando a frustração com as constantes interrupções na carreira da britânica. Recorde-se que Raducanu ia defrontar Karolina Pliskova na primeira ronda do torneio, mas optou por não competir, decisão que dividiu a opinião pública e os especialistas.
Raducanu tem agora pela frente o maior teste do ano: Wimbledon, cuja fase principal arranca a 29 de junho. A jovem britânica, que já alcançou os oitavos-de-final do torneio em duas ocasiões, procura provar que pode voltar a ser protagonista nos grandes palcos, desta vez com uma base emocional e técnica mais sólida. O contexto não podia ser mais desafiante, com a pressão acrescida por parte dos adeptos e da comunicação social, mas também com a expectativa de que o novo ciclo – dentro e fora dos courts – traga a consistência que faltou nos últimos anos.
A próxima fase será decisiva para Emma Raducanu. O impacto do regresso de Richardson, aliado à influência positiva de John Friend, pode ser determinante para o futuro imediato da britânica. Se conseguir capitalizar a felicidade pessoal e a estabilidade técnica, Raducanu pode finalmente transformar o potencial em resultados concretos, quebrando o jejum de títulos e afirmando-se como uma das grandes protagonistas do circuito feminino. O ténis britânico aguarda com expectativa, na esperança de que esta “nova Emma” seja, de facto, uma candidata a vencer em Wimbledon e a reescrever a história do desporto nacional.
AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI
