Iga Swiatek defende psicóloga após críticas à sua relação profissional

Partilhar

Iga Swiatek quebrou o silêncio e lançou uma mensagem inequívoca aos críticos da sua psicóloga, Daria Abramowicz, defendendo ferozmente a importância do trabalho mental no ténis de alta competição. A tenista polaca, que já conquistou seis títulos do Grand Slam e liderou o ranking mundial durante 125 semanas, reagiu às insinuações de que a sua relação profissional com Abramowicz ultrapassaria limites aceitáveis, deixando claro que poucos percebem a verdadeira natureza do apoio que recebe.

A polémica começou quando Dariusz Nowicki, psicólogo desportivo polaco, lançou dúvidas sobre a dinâmica entre Swiatek e Abramowicz, sugerindo que “certos limites” teriam sido ultrapassados e classificando a relação de “perturbada”. Segundo Nowicki, “se olharmos apenas do ponto de vista estritamente profissional, trata-se de uma relação perturbada, na qual certos limites de distância profissional entre psicólogo e cliente são cruzados”. Estas declarações, dadas à Interia Sport, incendiaram as redes sociais e os meios de comunicação polacos, levantando suspeitas sobre o papel da psicóloga no sucesso da atleta.

O Mundial vive-se com a LEGO
O Mundial vive-se com a LEGO

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO

O impacto destas críticas vai muito além do ambiente mediático. Swiatek, actualmente número três do mundo, é vista por muitos como a referência máxima da sua geração no ténis feminino. Com apenas 25 anos, começou a trabalhar com Abramowicz em 2019, quando ainda era uma jovem promessa fora do top 100. Desde então, transformou-se numa máquina de vencer, admirada pela consistência e força mental em court. A discussão sobre a relação com a psicóloga não é apenas uma questão pessoal, mas toca no debate sobre a importância do acompanhamento psicológico no desporto de alto rendimento — tema cada vez mais central, especialmente após casos mediáticos como o de Naomi Osaka.

Nowicki foi ainda mais longe, alertando para “erros de percepção” e defendendo que “uma distância psicológica em relação ao atleta é essencial”, sublinhando que “alguém neste grupo deve manter o bom senso e o autocontrolo emocional, e o psicólogo deveria ser esse elemento”. No entanto, Swiatek não tardou a responder, em entrevista ao The Times, desmontando a argumentação dos críticos e sublinhando o papel fundamental de Abramowicz no seu desenvolvimento pessoal e profissional. “As pessoas nas redes sociais gostam de dar opiniões, mas não sabem como trabalhamos, que tipo de apoio preciso e como pessoas na minha posição precisam de gente de confiança”, afirmou Swiatek, que garantiu que seria “uma pessoa totalmente diferente” sem o apoio da psicóloga.

A campeã polaca confidenciou ainda que, quando começou a trabalhar com Abramowicz, era “super insegura” e não tinha “competências emocionais ou cognitivas” para competir ao mais alto nível. “Ela ajudou-me a desenvolver-me como jogadora”, explicou Swiatek, acrescentando que, mesmo após os primeiros grandes triunfos, a psicóloga foi crucial para a ajudar a lidar com a pressão. “Quando consegui os primeiros sucessos, ela também me ajudou a lidar com isso, porque quando ganhas pensas que é tudo um sonho tornado realidade, mas há tantas coisas que mudam.”

Esta defesa pública de Abramowicz surge num momento delicado para Swiatek, que enfrenta desafios no circuito e pressão mediática após episódios emocionais recentes em Wimbledon. O episódio reacende o debate sobre a saúde mental no desporto, tema cada vez mais incontornável e que divide opiniões entre especialistas, ex-jogadores e adeptos. A resposta de Swiatek é um recado directo a todos os que questionam a legitimidade do acompanhamento psicológico, reforçando a mensagem de que, no ténis moderno, o trabalho mental é tão decisivo quanto o físico ou técnico.

O futuro imediato de Swiatek passará por tentar recuperar o topo do ranking e manter a estabilidade emocional, agora sob ainda maior escrutínio. Esta polémica poderá ter o efeito de unir ainda mais a equipa da polaca ou, pelo contrário, aumentar a pressão à sua volta. Uma coisa é certa: Swiatek não está disposta a abdicar do apoio de Abramowicz e está pronta para travar esta batalha fora dos courts com a mesma determinação com que enfrenta as adversárias dentro deles. O ténis mundial observa, atento, o desfecho desta história que poderá redefinir a percepção do papel dos psicólogos no desporto de elite.

AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias