Lesão complica regresso de Emma Raducanu e motiva nova descida no ranking

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Emma Raducanu está prestes a enfrentar um dos períodos mais incertos e preocupantes da sua carreira, depois de o seu nome ter desaparecido da lista inicial de inscritas no Washington Open, deixando os fãs em sobressalto quanto ao seu regresso aos courts. A ausência da britânica, que já vinha a lidar com uma lesão complicada, lança sérias dúvidas sobre a sua participação na exigente temporada norte-americana de hard courts e ameaça provocar uma queda significativa no ranking WTA.

Raducanu, actualmente número 1 britânica e ex-top 10 mundial, foi forçada a abandonar Wimbledon mesmo antes de iniciar a sua campanha na relva sagrada, depois de não ter recuperado a tempo de uma fractura de stress na perna direita. O anúncio foi feito pela própria tenista, numa declaração emotiva já perto da meia-noite de domingo, onde explicou: “Fiz tudo o que estava ao meu alcance para tentar chegar à linha de partida amanhã, mas após uma última ressonância esta noite, a lesão que vinha a gerir evoluiu para uma fractura de stress e fui aconselhada, por motivos médicos, a parar imediatamente.” Dois dias depois, Raducanu foi vista de muletas, sinal claro da gravidade da lesão e da incerteza que paira sobre o seu regresso.

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A sua ausência da lista de jogadoras anunciada para o WTA 500 de Washington intensificou ainda mais as preocupações. O torneio, que arranca a 27 de Julho, marca tradicionalmente o início da digressão norte-americana em piso rápido, sendo uma das principais etapas de preparação para o US Open. Entre as confirmadas estão nomes sonantes como Leylah Fernandez, que regressa para defender o título, Elina Svitolina, Naomi Osaka, Venus Williams e Madison Keys, o que eleva ainda mais o nível do evento – mas o vazio deixado por Raducanu é notório, tanto pelo seu historial competitivo no torneio como pelo interesse mediático que gera.

Nos últimos quatro anos, Raducanu participou três vezes no Mubadala Citi DC Open, tendo atingido os quartos-de-final em 2022 e 2024, e as meias-finais em 2023, onde caiu perante Anna Kalinskaya. Este ano, a tenista britânica precisava de defender 195 pontos conquistados na edição anterior, pelo que a sua ausência poderá fazer com que caia vertiginosamente no ranking, colocando mesmo em risco a permanência no top 50 mundial. Antes de Wimbledon, estava no 33.º lugar, mas a retirada precoce já a fez descer para 30.º nas Live Rankings, com potencial para piorar caso não regresse rapidamente à competição.

O impacto desta paragem é gigantesco, especialmente numa fase da época em que a maioria das rivais directas continuam em acção e a somar pontos. A perda de ritmo competitivo e a descida no ranking podem comprometer a sua preparação e confiança para o US Open, onde em 2021 protagonizou uma das maiores surpresas da história do ténis ao conquistar o título vindo do qualifying. O risco de lesão recorrente também levanta dúvidas quanto à gestão física de Raducanu, que já foi alvo de críticas e preocupações no circuito. O antigo jogador britânico Greg Rusedski manifestou-se apreensivo após as desistências de Raducanu e Jack Draper em Wimbledon, afirmando que “é preocupante ver jovens talentos britânicos a serem forçados a sair devido a lesões”.

Apesar do cenário sombrio, há ainda esperança de que Raducanu possa antecipar o regresso. A equipa técnica mantém em aberto a possibilidade de inscrição tardia no Washington Open ou noutros torneios, como o Athens Open (13 de Julho) ou o Prague Open (20 de Julho), caso a recuperação evolua favoravelmente. Contudo, fontes próximas da atleta garantem que não haverá qualquer pressa, até porque a prioridade é preparar o corpo para os grandes palcos – e evitar recaídas fatais antes do US Open. A participação em torneios de terra batida após Wimbledon está praticamente descartada, dada a exigência desse piso e o risco acrescido para a integridade física da tenista.

O calendário WTA segue a um ritmo frenético, com o Canadian Open a começar a 2 de Agosto em Toronto e o Cincinnati Open logo depois, a 13 de Agosto. Raducanu tem pouco tempo para tomar decisões cruciais sobre o seu regresso e, caso falhe mais eventos, pode ver-se relegada para fora do top 50, perdendo acesso directo a quadros principais e sofrendo um duro golpe na moral e no estatuto. O mundo do ténis aguarda ansiosamente um sinal positivo, mas a gestão desta lesão será determinante não só para o resto da temporada, mas também para o futuro da carreira de uma das mais promissoras figuras do ténis feminino.

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