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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2026ENPT
TÉNIS · 3 min de leitura

Marta Kostyuk conquista título em madrid e defende ucrânia

Mulher de vestido verde ergue um troféu prateado sorrindo, com dirigentes a aplaudir em Madrid
Em resumo
  • Marta Kostyuk venceu a final do Madrid Open contra Mirra Andreeva por 6-3, 7-5, conquistando o seu primeiro título WTA 1000.
  • Kostyuk recusou cumprimentar Andreeva e outras adversárias russas e bielorrussas enquanto a guerra na Ucrânia continuar.
  • Na cerimónia, a campeã agradeceu às adversárias e terminou com "Glória a Deus! E Glória à Ucrânia!".

Resumo gerado automaticamente a partir do artigo.

Marta Kostyuk volta a incendiar o Madrid Open com um gesto político que não passou despercebido: a guerra na Ucrânia foi o epicentro da sua final contra a russa Mirra Andreeva. Num momento histórico para a jovem tenista ucraniana, que conquistou o seu primeiro título WTA 1000, não foi apenas a vitória que chamou a atenção, mas a sua postura firme e inabalável perante a situação que assola o seu país.

No sábado à noite, Kostyuk derrotou Andreeva por 6-3, 7-5, mas a verdadeira notícia foi o silêncio e o afastamento da rival russa durante todo o evento. Desde o início do torneio, a ucraniana tinha deixado claro que não cumprimentaria os adversários provenientes da Rússia ou Bielorrússia enquanto o conflito não terminasse. Este posicionamento já havia sido demonstrado nas meias-finais contra Anastasia Potapova, uma ex-russa que agora representa a Áustria.

“Vários jogadores mudaram de nacionalidade, mas nenhum deles se pronunciou contra a guerra ou mostrou apoio à Ucrânia. Portanto, para mim, isso não muda nada”, afirmou Marta Kostyuk sem rodeios.

No dia da final, a ausência do tradicional aperto de mãos e até mesmo a recusa em posar para a fotografia pré-jogo com Mirra Andreeva deram um sinal claro da determinação da jovem tenista. Após a vitória, Kostyuk ignorou o cumprimento à sua adversária e dirigiu-se diretamente para o árbitro, evitando qualquer gesto de cortesia.

Durante a cerimónia de entrega de prémios, apesar das palavras amistosas de Andreeva – que felicitou Marta pelo desempenho e pelas conquistas na temporada de terra batida –, Kostyuk manteve-se reservada, limitando-se a um ligeiro aceno de cabeça.

Quando chegou a sua vez de falar, a campeã evitou mencionar Andreeva pelo nome, dedicando o agradecimento a todos os seus adversários ao longo da semana: “Quero agradecer a todas as minhas adversárias que enfrentei esta semana. As jogadoras levaram-me ao limite. Foram umas semanas muito especiais para mim aqui.”

Mas antes de abandonar o palco, Marta Kostyuk fez questão de deixar uma mensagem poderosa e emotiva: “Por último, mas não menos importante, Glória a Deus! E Glória à Ucrânia!”

Este não é um episódio isolado. No início da época, na final do Brisbane International, Kostyuk já tinha recusado qualquer interação com Aryna Sabalenka, da Bielorrússia, reforçando a sua posição firme contra o regime que apoia a invasão da sua terra natal.

Marta Kostyuk não está apenas a lutar por um título no ténis; está a usar cada momento sob os holofotes para manter viva a chama da resistência ucraniana, numa demonstração de coragem que ultrapassa as fronteiras do desporto. A sua atitude no Madrid Open é um grito claro de que, para ela, o jogo só termina quando a guerra acabar.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.


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