Madrid Open em alvoroço: Mirra Andreeva e Marta Kostyuk prometem duelo explosivo na final
A capital espanhola está a fervilhar com a expectativa para a final do Madrid Open, onde a jovem estrela Mirra Andreeva, de apenas 19 anos, encara Marta Kostyuk numa batalha que promete abalar o mundo do ténis. Apesar de ser apontada como favorita pelas casas de apostas, Andreeva mantém os pés bem assentes na terra e desvaloriza a pressão da sua posição no ranking.
Andreeva garantiu o seu lugar na final com uma vitória suada sobre a cabeça de série número 30, Hailey Baptiste, com os parciais de 6-4 e 7-6(10-8). Do outro lado, Kostyuk eliminou a lucky loser Anastasia Potapova, triunfando por 6-2, 1-6 e 6-1, confirmando a sua estreia numa final de nível WTA 1000. Para Andreeva, esta será já a terceira final nesta categoria, tendo conquistado títulos no Dubai Tennis Championships e no Indian Wells Open em 2025, enquanto Kostyuk luta pela sua primeira glória a este nível.
A disparidade no ranking oficial é notória: Andreeva ocupa o 8º lugar, com um máximo de 5º, ao passo que Kostyuk está no 23º posto, tendo já atingido o 16º. A favorita emergiu ainda mais forte após a eliminação da número 1 mundial Aryna Sabalenka nos quartos de final, mas Andreeva rejeita esse rótulo com um sorriso despreocupado: “Nem tinha pensado nisso até agora (risos). Para mim, qualquer jogador que chega às meias-finais está a jogar muito bem e merece estar ali.”
A jovem russa revela a sua filosofia para o encontro: “Não importa quem seja a adversária, vou complicar-lhe a vida ao máximo. Se ela me vencer, direi ‘bom trabalho, mereceste a vitória’, e tentarei estar orgulhosa do meu desempenho. Mas, se vencer, terá de se esforçar muito, e é essa a mentalidade com que entro nesta final.”
Sobre o favoritismo, Andreeva é categórica: “Não me considero favorita. Sei que quem chega à final é um adversário duro. Já aprendi a não ligar ao ranking ou ao nome da oponente. Vou focar-me no plano de jogo que traçámos com a minha treinadora, Conchita Martínez, porque é aquilo que posso controlar.”
O confronto entre as duas é praticamente uma estreia no circuito WTA, com apenas um embate anterior no início da temporada de 2026, onde Kostyuk triunfou em Brisbane por 7-6(7-3), 6-3. “Foi um jogo muito difícil, mas agora é em condições totalmente diferentes,” disse Kostyuk, mostrando confiança para a final. “Estou entusiasmada porque é uma final, e ela é uma jogadora sólida, com um serviço poderoso e um jogo agressivo. Vai ser um desafio, mas estou preparada.”
Este embate promete ser um espetáculo imperdível, com duas jovens em ascensão a disputarem um título que pode catapultar as suas carreiras para outro patamar. O Madrid Open não poderia ter uma final mais eletrizante para encerrar o torneio!
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
