Mirra Andreeva prepara-se para brilhar em Roma: a jovem russa quer deixar para trás a derrota pesada em Madrid e imitar a mentalidade de Nadal na luta pelo título
Após uma final dura e emotiva contra Marta Kostyuk no Open de Madrid, Mirra Andreeva está de volta aos courts com um único objetivo: conquistar Roma e provar que é uma das maiores promessas do ténis mundial. A russa, 8.ª cabeça-de-série no torneio italiano, quer superar a sua prestação de 2023, onde chegou aos quartos-de-final, e inicia a sua campanha contra a croata Antonia Ruzic, numa estreia marcada para os próximos dias.
O ano de 2024 tem sido uma verdadeira revolução para esta jovem de apenas 19 anos, que já conta com um impressionante registo de 26 vitórias e 8 derrotas na temporada, destacando-se especialmente no saibro com 12 triunfos em 14 jogos. Entre os seus feitos mais notáveis estão a conquista do título em Linz, as semifinais em Stuttgart e a final em Madrid, fazendo dela a jogadora com mais vitórias nesta parte da temporada em terra batida. Em Roma, Andreeva é uma das principais candidatas ao título e promete dar tudo para levantar troféus.
No entanto, o desaire em Madrid deixou marcas. Apesar de chegar como favorita para a final, com dois títulos WTA 1000 no currículo, a jovem russa foi dominada em sets diretos por Kostyuk, que controlou os momentos decisivos, deixando Andreeva visivelmente emocionada e em lágrimas na cerimónia de entrega de prémios. Antes da final, no entanto, a russa viveu semanas muito positivas, eliminando nomes de peso como Leylah Fernandez e Hailey Baptiste, e até regressou às duplas ao lado de Diana Shnaider, alcançando a final num regresso ao formato que não acontecia desde as WTA Finals do ano passado. Ainda assim, a dupla acabou por perder para Katerina Siniakova e Taylor Townsend.
À chegada a Roma, Andreeva não escondeu a sua satisfação pelas últimas semanas, mas também a vontade de virar a página rapidamente. “Foram duas semanas muito boas em Madrid, em singulares e duplas. Dois finais. Acho que há muitos aspetos positivos para tirar dessas semanas,” afirmou a jogadora.
Inspirada na filosofia de Rafael Nadal, Andreeva quer esquecer o passado e focar-se no presente
A jovem russa revelou na conferência de imprensa que não pretende remoer a derrota em Madrid e que o foco está totalmente na prova de Roma. “Agora Madrid já é passado, temos de esquecer o que aconteceu e concentrar toda a energia para jogar bem aqui em Roma,” afirmou.
Andreeva até brincou ao recordar a icónica conferência de imprensa de Rafael Nadal em Roma, em 2019, quando o espanhol falou sobre as derrotas sofridas em Monte Carlo, Barcelona e Madrid antes de conquistar Roma e Roland Garros nesse mesmo ano. “O que aconteceu em Monte Carlo aconteceu, o que aconteceu em Barcelona aconteceu e o que aconteceu em Madrid aconteceu, por isso aqui estamos nós em Roma,” disse Nadal na altura.
“Bem, como Rafa disse, o que aconteceu em Madrid aconteceu,” replicou Andreeva, sorridente. “Vi esse vídeo esta manhã e estou a tentar adotar essa mentalidade para encarar cada torneio novo depois de um resultado que não foi o que queria. Vou tentar manter essa atitude.”
Tática e ambição: o plano de Andreeva para triunfar em Roma
Confiante no seu jogo em terra batida, onde já derrotou nomes como Jelena Ostapenko, campeã do French Open em 2017, e a quatro vezes vencedora de Roland Garros Iga Swiatek, Andreeva pretende adaptar-se rapidamente às condições de Roma para continuar a sua impressionante série de resultados. “Foram três semanas consecutivas a jogar finais no saibro, ganhei um torneio e perdi outro. Considero que foi um início incrível de temporada em terra batida,” analisou a número 7 do ranking mundial, apesar de confessar que a ambição é sempre maior. “Claro que não estou completamente satisfeita, porque em cada torneio que entro quero ganhar.”
Para o primeiro desafio em Roma, Andreeva vai defrontar a croata Antonia Ruzic, que já eliminou Kamila Rakhimova em três sets na ronda inaugural. “Nunca joguei contra a Ruzic, mas vi alguns pontos dela na Austrália. Já sei mais ou menos como ela joga,” adiantou a russa, que trabalha com a treinadora Conchita Martínez para definir a estratégia ideal. “Juntas elaboramos o plano de jogo, que normalmente demora cerca de 15 minutos. Ela gosta de saber se eu conheço o estilo da adversária, depois ajustamos o plano com base nas estatísticas e as suas anotações.”
Mirra Andreeva mostra que está pronta para deixar de lado a mágoa da derrota em Madrid e abraçar a mentalidade vencedora dos grandes campeões. Com talento, determinação e um foco implacável, a jovem russa promete ser uma das figuras a seguir de perto no Masters 1000 de Roma. Se conseguir manter a consistência que tem demonstrado no saibro, podemos estar perante o nascimento de uma nova estrela do ténis mundial. A competição está lançada e Andreeva está pronta para a guerra!
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
