O desaparecimento súbito do nome de Novak Djokovic do calendário do prestigiado evento de exibição Giorgio Armani Tennis Classic, horas antes do seu aguardado regresso aos courts, deixou o mundo do ténis em alvoroço e alimentou ainda mais os rumores em torno da preparação do sérvio para Wimbledon 2026. A ausência inesperada do campeão de 24 títulos do Grand Slam da programação oficial do torneio em Hurlingham, Londres, apanhou de surpresa organizadores, adeptos e especialistas, lançando dúvidas sobre o real estado físico e mental do antigo número um mundial.
Djokovic, que não compete desde a surpreendente eliminação frente ao brasileiro João Fonseca na terceira ronda de Roland Garros, tinha sido anunciado com pompa e circunstância pelos organizadores do torneio britânico. “O Rei regressa: Novak Djokovic regressa a Hurlingham para o Giorgio Armani Tennis Classic”, proclamava o comunicado divulgado na segunda-feira, onde estava previsto defrontar o russo Karen Khachanov na quarta-feira, 24 de junho, antes do aguardado embate entre Jannik Sinner, número um mundial, e Cameron Norrie, o melhor britânico da actualidade. Contudo, ao final da noite de terça-feira, o nome do sérvio desapareceu misteriosamente do alinhamento, sendo substituído pelo norte-americano Martin Damm para enfrentar Khachanov. Sinner e Norrie passaram a ser o encontro de abertura do dia, agendado para as 14h30.

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Este volte-face súbito não foi acompanhado de qualquer explicação oficial, nem por parte dos organizadores nem pelo próprio Djokovic, aumentando o mistério em torno do que estará realmente a motivar o afastamento do sérvio desta competição, que tradicionalmente serve de ensaio para o terceiro Grand Slam do ano. Djokovic, recorde-se, não costuma participar em torneios oficiais de relva antes de Wimbledon, mas utiliza o evento de Hurlingham para ganhar ritmo competitivo nesta superfície exigente. O que torna esta ausência ainda mais intrigante é o facto de, nas últimas edições, o sérvio ter marcado presença e, mesmo quando perdeu frente a Khachanov em 2025, ter seguido até às meias-finais de Wimbledon.
A importância desta notícia prende-se não só com o impacto mediático de Djokovic, mas também com as dúvidas que levanta sobre a sua condição física e preparação. Circulam imagens do sérvio, nos courts do All England Club, a receber tratamento nas costas, nomeadamente por rigidez lombar, o que pode indicar algum desconforto físico. No entanto, fontes próximas garantem que “não há motivo para alarme”. Alternativamente, especula-se que Djokovic, aos 39 anos, possa simplesmente estar a evitar o calor extremo que se faz sentir em Londres, com temperaturas a rondar os 37 graus, segundo a BBC, algo que pode ser especialmente desgastante para atletas nesta fase da carreira.
Até ao momento, nem o próprio Djokovic nem os seus representantes prestaram esclarecimentos sobre a ausência. Esta postura só alimenta o suspense em torno da sua participação em Wimbledon, onde será cabeça-de-série número sete, tendo disputado apenas 13 encontros em 2026. O último duelo oficial foi a 29 de Maio, na derrota épica com João Fonseca em Roland Garros, depois de uma preparação bastante limitada também para a terra batida – apenas um encontro antes de Paris, onde caiu frente a Dino Prizmic em Roma. No início do ano, Djokovic ainda chegou à final do Open da Austrália, sendo derrotado por Carlos Alcaraz, e ficou-se pelos oitavos-de-final em Indian Wells.
A ausência de explicações oficiais leva os adeptos a questionar se o sérvio estará mesmo em plenas condições para atacar o título de Wimbledon, ou se estará a preparar uma surpresa de última hora. O próprio Djokovic lançou, recentemente, algumas pistas enigmáticas sobre a sua motivação: “Sinto que posso ser uma ameaça ainda maior em Wimbledon este ano”, disse, numa entrevista após Roland Garros, recusando-se a detalhar se se referia ao seu estado físico ou à sua habitual capacidade de superação nos grandes palcos.
Com o sorteio do quadro principal prestes a acontecer e os principais rivais já a afinar estratégias, a ausência de Djokovic em Hurlingham pode ser interpretada como uma manobra táctica, um sinal de preocupação médica, ou apenas mais um episódio do enigmático jogo psicológico do campeão. Nos próximos dias, todas as atenções estarão centradas no All England Club para perceber se Djokovic conseguirá, ou não, contrariar o pessimismo em torno da sua preparação e surpreender, uma vez mais, no maior palco do ténis mundial.
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