Stefanos Tsitsipas afasta-se do pai e treinador antes de Wimbledon

Partilhar

Estalou uma verdadeira bomba no ténis mundial: Stefanos Tsitsipas cortou, de forma aparentemente definitiva, a longa ligação profissional com o pai, Apostolos, horas antes do arranque de Wimbledon. A decisão foi confirmada pelo próprio atleta, que, à beira de um dos torneios mais emblemáticos do circuito, optou por romper com aquele que sempre foi o seu treinador de referência desde os tempos de júnior. O antigo número 3 mundial prepara-se agora para iniciar uma nova etapa, apostando tudo numa reviravolta que lhe permita regressar ao topo.

Aos 27 anos, Tsitsipas revelou que manter uma relação estável com o pai se tornou “cada vez mais difícil” à medida que foi amadurecendo. Em entrevista recente ao SDNA, o tenista grego explicou: “Quanto mais velho fico, mais difícil é para mim manter uma relação estável com o meu pai, comparando com quando era miúdo, com 18, 19 ou 20 anos.” Tsitsipas acrescentou ainda: “Acredito que o meu pai precisa de outras coisas, tal como eu preciso de coisas diferentes. Senti-o na energia diária da nossa colaboração. Chegámos a um ponto em que estou à procura de algo completamente diferente.” Esta honestidade crua mostra bem a tensão acumulada nesta relação pai-filho, que durante anos foi um dos segredos do sucesso do grego.

O Mundial vive-se com a LEGO
O Mundial vive-se com a LEGO

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO

O impacto desta separação vai muito além do círculo familiar. Tsitsipas está longe dos seus dias de glória – atingiu o topo do ranking ATP em 2021, mas desde então tem sido assolado por uma sucessão de resultados dececionantes, instabilidade exibicional e queda abrupta na classificação mundial. Este ano, soma apenas 16 vitórias e 14 derrotas, ocupando atualmente o modesto 87.º lugar do ranking, um tombo impensável para quem já foi visto como uma das maiores promessas do ténis. A falta de consistência e a pressão mediática parecem ter pesado, levando-o a assumir o controlo do seu próprio destino desportivo.

Para dar a volta por cima, Stefanos Tsitsipas entregou-se agora à orientação de Thomas Perrin, técnico francês da academia de Patrick Mouratoglou, com quem trabalha desde os 15 anos. “O Thomas tem muitos anos de alta performance e já trabalhou com vários atletas. Vou ter também a supervisão do Patrick – ele estará presente em alguns torneios sempre que possível. Esta é a solução até ao fim do ano”, explicou Tsitsipas, mostrando-se confiante na nova equipa técnica. Patrick Mouratoglou, antigo treinador de Serena Williams, irá assim desempenhar um papel de conselheiro, mas a liderança direta estará nas mãos de Perrin.

Apesar desta aposta numa nova estrutura, não é a primeira vez que Tsitsipas se afasta do pai. Após uma derrota chocante frente a Kei Nishikori no Open do Canadá de 2024, o grego já tinha tomado a decisão de afastar Apostolos, na sequência de uma discussão acalorada durante o encontro. Nessa altura, chegou a trabalhar temporariamente com Goran Ivanisevic, mas acabou por regressar ao núcleo familiar. Desta vez, porém, Tsitsipas garante que o corte é definitivo: “Isto é tudo muito sensível. É difícil porque passámos muitos anos juntos no circuito, mas, falando agora, acredito que não vamos voltar a trabalhar juntos no futuro. Quero começar a tomar as minhas próprias decisões e decidir por mim mesmo”, afirmou, selando o fim de uma era.

O ambiente tenso no seio da família Tsitsipas tornou-se cada vez mais notório nos últimos anos. As trocas de palavras entre pai e filho durante os jogos eram recorrentes, com a mãe, Julia Salnikova, a envolver-se frequentemente nas discussões. Essa instabilidade fora do court refletiu-se, em muitos momentos, no desempenho do grego, que parecia bloqueado e incapaz de corresponder ao seu potencial.

Já na próxima segunda-feira, Tsitsipas vai entrar em campo em Wimbledon frente ao francês Hugo Gaston. Todos os olhares estarão postos na estreia deste novo capítulo, com a dúvida a pairar: será que este corte radical vai finalmente libertar o tenista grego para voltar aos grandes palcos? Os adeptos estão divididos, mas há uma certeza – a pressão nunca foi tão grande, e Tsitsipas sabe que está perante uma oportunidade única de provar que pode singrar sem a sombra do pai. Se conseguir recuperar a sua melhor forma, esta mudança poderá ser vista como o ponto de viragem decisivo na carreira do grego. Caso contrário, corre o risco de se afundar ainda mais no anonimato do circuito, desperdiçando o talento que o mundo viu brilhar há não muito tempo. O próximo capítulo da sua carreira escreve-se já em SW19, e a expectativa é máxima.

AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias