Stefanos Tsitsipas regressou às vitórias de forma impressionante, conquistando o título do Swiss Open Gstaad, o seu primeiro desde o Monte-Carlo Masters de 2024. Num duelo intenso, o grego superou Raphael Collignon por 6-4, 6-7, 6-3, numa final marcada pela resistência do jovem belga, que disputava a sua primeira final de ATP Tour.
A final decorreu na terra batida de Gstaad, cenário onde Tsitsipas demonstrou a sua experiência ao longo de três sets exigentes. Collignon, que tentava seguir os passos de Zizou Bergs – vencedor em Eastbourne – e de Alexander Blockx, representava a nova geração do ténis belga, que tem emergido após um longo interregno desde a saída de David Goffin. Apesar da sua inexperiência em finais, Collignon mostrou-se combativo, especialmente no segundo set, onde venceu o tie-break e levou a decisão para o set decisivo.

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Tsitsipas, que atravessou uma fase complicada nos últimos dois anos, tanto a nível pessoal como profissional, conseguiu finalmente retomar o caminho dos triunfos. Depois de uma série de mudanças na sua equipa técnica, incluindo a contratação e subsequente despedida de Goran Ivanisevic, e o afastamento do seu pai como treinador, o tenista grego parece estar a colher os frutos da nova abordagem. Durante o torneio, eliminou adversários difíceis como Ignacio Buse, Jerome Kym, Arthur Rinderknech e Alexander Shevchenko, com três desses encontros a prolongarem-se a três sets.
No encontro decisivo, Tsitsipas manteve a sua paciência e agressividade na terra batida suíça. O primeiro set foi um duelo tático, com ambos a defenderem bem os seus serviços, mas o grego conseguiu quebrar em momentos cruciais para levar a vantagem. No segundo set, Collignon respondeu com firmeza, chegando mesmo a liderar por 3-1 antes do seu adversário recuperar e levar o set para o tie-break, onde o belga foi mais eficaz. No set final, Tsitsipas impôs o seu ritmo, quebrando o serviço de Collignon para selar a vitória e garantir o título.
Esta conquista marca uma redenção para Tsitsipas, que vê a sua carreira voltar a ganhar impulso. No dia em que Maria Sakkari, compatriota grega, também disputava a final do torneio de Atenas, o sucesso do grego pode ser o prenúncio de um momento positivo para o ténis helénico.
Para Collignon, apesar da derrota, a final representa um avanço significativo na sua carreira, podendo impulsionar a sua posição no ranking mundial e consolidar-se como uma promessa do ténis belga. A sua prestação em Gstaad sinaliza o aparecimento de um novo talento na cena internacional, pronto para desafiar os principais nomes do circuito.
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