Alexander Zverev impôs-se com autoridade em Roland Garros, confirmando a sua ascensão e maturidade ao derrubar o jovem Rafael Jodar em três sets e garantir um lugar nas meias-finais. O alemão, conhecido por oscilações emocionais, apresentou uma calma quase inédita, revelando um novo comportamento focado e implacável, essencial para quem ambiciona conquistar o primeiro Grand Slam da carreira.
O encontro, que durou duas horas e vinte e cinco minutos, viu Zverev vencer por 7-6(3), 6-1 e 6-3, numa demonstração de superioridade progressiva. O tenista de Hamburgo alcançou assim a sua quinta meia-final nas últimas seis edições do torneio parisiense, igualando recordes e ultrapassando Jannik Sinner em presenças nas fases decisivas do circuito em 2026, elevando o seu total para sete.
Desde o início, o jogo foi marcado por alta tensão, com ambos os jogadores a salvarem oportunidades de break. Jodar tentou impor-se com um revés cruzado brilhante e um forehand envolvente para liderar 3-2, mas a pressão cobrou-lhe factura no momento decisivo: no 5-4 do primeiro set, Zverev reagiu com um contra-break implacável, aproveitando um erro grave do espanhol que ia servir para fechar o set. O alemão manteve a serenidade e dominou o tie-break, enviando uma mensagem clara de confiança.
Fisicamente, Jodar acusou o desgaste, cedendo a sua serviço por duas vezes consecutivas no segundo set, o que permitiu a Zverev disparar um 6-1 que praticamente selou o encontro. O ponto alto foi um drop shot magistral, que ilustrou a qualidade técnica do germânico e a sua capacidade para variar o jogo.
O terceiro set começou mal para Jodar, que viu o seu revés sair fora numa segunda oportunidade crucial, enterrando as esperanças de recuperação. Zverev geriu o avanço com inteligência, respondendo com um serviço vencedor ao tentar o contra-break e fechando o encontro com um forehand poderoso para assegurar a vitória.
Agora, o tenista alemão aguarda o vencedor do duelo entre Jakub Mensik e João Fonseca, pronto para continuar a sua caminhada rumo ao título que tanto ambiciona. A exibição em Paris demonstra que Zverev está numa nova fase, onde a cabeça fria e a concentração máxima podem finalmente levá-lo ao topo do ténis mundial.
