A tempestade que se abateu sobre o Sport Lisboa e Benfica não dá sinais de abrandar. Após a humilhante eliminação da Taça da Liga nas meias-finais, onde o Braga impôs uma derrota contundente de 3-1, o ex-vice-presidente Jaime Antunes não poupou críticas à liderança de Rui Costa. Em declarações incisivas à Renascença, Antunes fez soar o alarme sobre a atual situação do clube, que se encontra a uma distância alarmante de dez pontos do líder do campeonato, o FC Porto. A pressão está em alta e as vozes dissonantes não se fazem esperar.
“Não é aceitável o Benfica estar em grandes dificuldades no campeonato, a dez pontos do líder, em grandes dificuldades na Liga dos Campeões e fora da Taça da Liga”, desabafou Antunes, evidenciando a gravidade da situação. Com a Taça de Portugal à porta, onde o Benfica enfrentará o FC Porto nos quartos de final, Antunes lembrou que o clube não conquista este troféu desde 2017, uma seca que pesa sobre a história gloriosa das águias.
O ex-dirigente fez questão de destacar que a responsabilidade pela atual crise recai diretamente sobre Rui Costa. “Houve eleições há pouco tempo, a Direção foi eleita por larga margem. O presidente tem todos os instrumentos para tomar as medidas necessárias para colocar o Benfica a vencer. A responsabilidade é sempre do presidente, é ele que lidera o clube, escolhe os treinadores e decide os investimentos nos jogadores”, afirmou, sublinhando que o problema do Benfica não reside em individualidades, mas sim em “estratégias erradas, de meter dinheiro em cima de problemas”.
Antunes não se ficou por aqui e lançou uma provocação audaciosa ao afirmar que “José Mourinho, agora, é o presidente do Benfica. É ele que, efetivamente, tem as rédeas do futebol, é ele que define o que é feito, os investimentos que são feitos e, portanto, vamos ver se apresentam resultados.” O ex-vice-presidente não hesitou em desvalorizar a figura de Mário Branco, afirmando que “não conta”, o que levanta questões inquietantes sobre a estrutura de comando no clube.
A situação no Benfica é crítica e as palavras de Jaime Antunes ecoam como um chamado à ação. Com um futuro incerto e um desempenho questionável, a pressão sobre Rui Costa e a nova Direção aumenta a cada dia. Os adeptos exigem respostas e resultados, e a próxima partida contra o FC Porto pode ser o divisor de águas que o clube tanto precisa. A história do Benfica está em jogo, e a urgência de uma viragem nunca foi tão premente.
