Luís Castro fala sobre saída do Botafogo e desejo de treinar Ronaldo

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Luís Castro revela os motivos que o levaram a abandonar o Botafogo: o sonho de treinar Ronaldo, uma lenda viva do futebol mundial. O treinador português não escondeu a admiração que nutre pelo craque e explicou porque decidiu deixar o clube brasileiro para abraçar este desafio único no Al Nassr, onde esteve 14 meses ao lado do português que marcou uma geração.

«Nem o Botafogo merecia aquilo, nem nós merecíamos aquilo», começou por afirmar Luís Castro, numa entrevista exclusiva ao Canal do Duda Garbi. O técnico insistiu que a sua saída foi motivada por uma oportunidade rara: «Merecíamos que todas as pessoas tivessem percebido que continuava uma oportunidade para o Botafogo fazer o que veio a fazer depois, devido à construção que foi feita, e uma oportunidade para eu fazer o que eu queria fazer, que era treinar uma referência mundial do futebol.»

Para Luís Castro, Ronaldo não é apenas um jogador: «É um jogador diferenciado em todos os níveis, não é por acaso que tem as Bolas de Ouro que tem. Não é por acaso que irá certamente atingir os mil golos oficiais, nada acontece por acaso. É uma referência para tudo e para todos, pela forma como joga, como se comporta, respeita os seres humanos e a profissão.»

O treinador elogiou o profissionalismo e o rigor de Cristiano Ronaldo, que considera o expoente máximo da dedicação no futebol: «Trabalhar com ele agregou perceber todos os dias que realmente o rigor faz parte daqueles mais competentes do mundo. A hora é a hora. A alimentação é alimentação, o treino é o treino, o sono é o sono, o descanso é o descanso. Hidratação é hidratação. Representa todo o rigor que o jogador tem que ter. Não erra nada, pode errar um golo ou outro, mas faz o triplo.»

Além da excelência em campo, Luís Castro destacou a personalidade e o impacto do jogador no balneário: «É uma pessoa afável, lidera pela presença, pela forma que acarinha os colegas. Como os colegas têm o respeito dele.»

Sobre a experiência de treinar um jogador desta dimensão, o técnico português foi perentório: «É muito mais fácil treinar os melhores do que os que não são tão bons. Sabe o que ele é, tem mentalidade crítica, gosta de questionar, mas um questionar racional, para somar. O Cristiano gosta de treinar, é competitivo, gosta de conversar, mas é uma pessoa absolutamente normal.»

Castro desfez ainda um mito comum sobre a atitude de Ronaldo nos treinos: «Nunca vi o Cristiano desmotivado num treino. Vai para ganhar o treino, vai para ser o melhor da peladinha.»

Esta revelação de Luís Castro lança luz sobre os bastidores da carreira de um dos maiores jogadores da história do futebol e explica o porquê de uma decisão que, à primeira vista, poderá ter surpreendido adeptos e analistas. Treinar Ronaldo não é para qualquer um. E Luís Castro não quis deixar passar essa oportunidade.

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