Flavio Cobolli viveu uma montanha-russa emocional no Open de França, onde a sua passagem inesperada à final ficou marcada por um misto de alegria e tristeza. A poucos minutos de entrar em campo para defrontar o compatriota Matteo Arnaldi, o italiano de 24 anos viu o seu sonho ser embalado por uma desistência de última hora causada por uma doença do adversário.
Matteo Arnaldi, que jamais tinha ultrapassado a quarta ronda num Grand Slam, enfrentou uma verdadeira maratona para chegar às meias-finais do torneio, jogando impressionantes 19 horas e 42 minutos ao longo da competição – o maior tempo desde 1991 para alcançar esta fase numa prova deste calibre. Contudo, um vírus acabou por impedi-lo de competir, anunciando a sua retirada apenas 25 minutos antes do início do encontro. “Tentei ver se conseguia entrar em campo, mas sempre que me levantava sentia tonturas. Foi a decisão certa. Sei que não consigo mexer-me, não consigo comer nem beber – não havia hipótese de jogar”, revelou Arnaldi, visivelmente abatido.
Numa conferência de imprensa conjunta, mas mantidos à distância devido ao estado de saúde do mais novo, Flavio Cobolli confessou estar quase em lágrimas com a notícia. “É difícil falar agora. Quando ele me disse, quase chorei. Não estava à espera disto. Estava preparado para jogar e, apesar de estar triste por ele, sinto uma enorme felicidade pelos resultados desta semana”, afirmou o jovem italiano. Cobolli acrescentou ainda que, momentos antes, o seu pai o abraçou com toda a equipa, celebrando a entrada no top 10 do ranking mundial, um marco pessoal que mistura emoções contraditórias: “Estou feliz e triste ao mesmo tempo.”
Esta presença na final do Open de França representa o primeiro grande momento de Cobolli num torneio do Grand Slam e uma oportunidade para superar o feito do compatriota Jannik Sinner, finalista no mesmo palco em 2023, mas derrotado por Carlos Alcaraz. O desafio que se avizinha é hercúleo: o adversário será Alexander Zverev, favorito claro e em busca do seu primeiro título maior, numa final que promete ser histórica.
Cobolli, com a determinação renovada e o peso emocional desta semana, prepara-se para um confronto que pode catapultar a sua carreira para outro patamar, enquanto Arnaldi luta para recuperar e regressar mais forte a futuros desafios. A história do Open de França deste ano ficou marcada por estes dois jovens italianos que, apesar dos obstáculos, mostraram a garra e a paixão que definem o ténis de elite.
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