Alexander Zverev está a um passo de conquistar o seu primeiro título de Grand Slam, mas a luta no Roland Garros promete ser intensa e recheada de emoções. O tenista alemão, conhecido pelo talento e persistência, prepara-se para a final contra o jovem Flavio Cobolli, num duelo que promete marcar a sua carreira e o futuro do ténis europeu. Zverev, que já perdeu três finais de Slam entre 2020 e 2025, não quer repetir os erros do passado e revela uma mentalidade renovada e uma estratégia clara para triunfar em Paris.
Zverev recorda que a maior oportunidade perdida foi nos US Open de 2020, quando dominava Dominic Thiem e servia para o encontro no quinto set, mas acabou por sucumbir. Desde então, caiu frente a Carlos Alcaraz no Roland Garros e a Jannik Sinner nos Australian Open, mas agora está decidido a mudar o rumo da sua história: “O segredo é concentrar-me apenas nos aspetos do meu ténis que posso controlar e no meu próximo adversário, sem deixar a mente vaguear para horizontes ainda não explorados.” Esta determinação coloca-o como um forte candidato à glória no torneio que sempre assinalou com vermelho no seu calendário.
Após derrotar Jakub Mensik em quatro sets, Zverev destacou a dificuldade do encontro e elogiou o seu próximo adversário, Flavio Cobolli, não só pela qualidade ténica, mas também pela amizade e estima que nutre pelo italiano: “Penso que hoje foi a partida mais difícil que joguei até agora. Cobolli mostrou um ténis fantástico e a forma como venceu os outros foi incrível. Na final, vou tentar servir a 76%.” Sobre Cobolli, acrescentou: “É um grande jogador e uma grande pessoa, assim como o seu pai. São duas pessoas fantásticas. Estou ansioso por jogar contra ele na final. É a sua primeira final e estou contente por ele ter chegado até aqui. Ambos queremos vencer e ele tem um grande coração. É muito divertido conhecê-lo melhor.”
Zverev abordou ainda a polémica em torno da semifinal, na qual o seu adversário Matteo Arnaldi não pôde continuar devido a más condições físicas: “Senti-me bem fisicamente e não tive partidas extenuantes, por isso no domingo isso não fará diferença. Ninguém quer que uma semifinal de Slam termine assim, mas encontrei o Matteo nos balneários e parecia realmente mal. Não posso fazer muito, estas coisas acontecem. Somos todos humanos.”
Quanto ao seu passado em finais de Grand Slam, Zverev mostrou maturidade e foco no presente: “É difícil comparar as finais que joguei. Em 2020 não me considerava favorito, tinha sérios problemas no serviço, um golpe que podia desmoronar a qualquer momento. Estava a ganhar por dois sets e servia para o jogo, mas as coisas não correram como planeado. Isso já é passado e não quero pensar demasiado nisso.” O alemão sublinhou ainda que, apesar de não ter apresentado o seu melhor ténis no último ano, sempre acreditou no regresso: “Passei muito tempo como número dois ou três do mundo e sempre achei que podia voltar a uma final. Estou feliz por estar de novo nesta posição.”
A final de Roland Garros promete ser um confronto épico entre a experiência de Zverev e a frescura de Cobolli, com o alemão determinado a escrever o capítulo mais brilhante da sua carreira e conquistar, finalmente, o tão desejado título de Grand Slam. Os adeptos do ténis têm motivos mais do que suficientes para aguardar com enorme expectativa o desfecho deste duelo histórico em Paris.
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