Rui Borges mantém a cabeça erguida e a chama da esperança acesa após o duro revés diante do Arsenal. Mesmo com a derrota por 0-1 no Estádio José Alvalade, o treinador do Sporting Clube de Portugal mostrou confiança inabalável na equipa e prometeu uma resposta feroz na segunda mão em Londres. Em declarações exclusivas na sala de imprensa do Auditório Artur Agostinho, Borges destacou a identidade forte do Sporting e a crença num desfecho surpreendente na capital inglesa.
A maior série de vitórias consecutivas em Alvalade chegou ao fim, mas para Rui Borges, isso é apenas mais um capítulo na história brilhante que o grupo está a construir. “As 17 vitórias são mais pela equipa, pelos jogadores, que merecem esse reconhecimento e mérito. É um grupo fantástico, que está a marcar a história do Sporting de todas as maneiras. Um dia esse número será batido, com toda a certeza”, afirmou o técnico, sublinhando a importância de Alvalade como uma verdadeira fortaleza.
Sobre o jogo contra o Arsenal, Borges descreveu um duelo equilibrado, evidenciado pelo guarda-redes Rui Raya ter sido eleito o melhor em campo pela UEFA. “O Raya foi um espelho do que o Sporting fez. O Arsenal, fora aquela bola à barra na primeira parte, teve dois remates que só pararam pela intervenção do Rui. Nós tivemos três oportunidades claras de golo, todas defendidas brilhantemente pelo Arsenal. Isso demonstra o equilíbrio da partida, com 54 a 56% de posse de bola para nós”, explicou.
Para o treinador, a derrota é frustrante porque a equipa não merecia sair derrotada, dado o esforço e qualidade exibidos. “Já ganhámos ao Arsenal no último minuto, hoje perdemos. É levantar a cabeça e acreditar. Em Londres, vamos tentar algo inédito, um grande desafio que esta equipa sabe enfrentar. Estou confiante que daremos uma resposta à altura”, prometeu.
No final do encontro, Rui Borges trocou um abraço significativo com Gyökeres, um dos pilares do Sporting na última época. “Perguntei-lhe pela família e disse que estava feliz por ele. Ele merece o reconhecimento dos sportinguistas e nosso. Ajudou-me imenso a ser campeão nacional e marcou a história do Sporting e do futebol português. É um jogador sempre bem-vindo”, revelou o treinador, que mantém intacta a esperança para a segunda mão.
Quando questionado sobre a estratégia de apenas duas substituições, Borges justificou que as opções no banco não tinham as características necessárias para alterar o ritmo do jogo. “O Arsenal pressionava muito homem a homem e senti que mexer mais poderia prejudicar o equilíbrio físico da equipa. Morita estava a dar-nos tranquilidade com bola. Tirá-lo para pôr outro jogador diferente poderia ter comprometido a clareza no nosso jogo”, explicou. Ainda assim, o técnico reconheceu que, para o confronto em Londres, a possível utilização de Hjulmand e Quenda poderá acrescentar algo novo e ofensivo para tentar surpreender o adversário.
Rui Borges deixa claro que, apesar da derrota, o sonho europeu do Sporting está longe de terminar. A equipa leonina quer virar a eliminatória na segunda mão e continuar a sua caminhada na Liga dos Campeões, mostrando que o orgulho e a determinação estão vivos e mais fortes do que nunca. A batalha em Londres promete ser intensa, e o Sporting está preparado para lutar até ao último segundo.
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