Gabriel Jesus agita o mercado e não esconde o sonho de um regresso triunfante ao Palmeiras, enquanto lança um claro “olhar” para Abel Ferreira, o treinador que está a revolucionar o clube brasileiro. O avançado brasileiro, atualmente no Arsenal, vê o seu futuro incerto em Inglaterra e não esconde a vontade de voltar a vestir a camisola verde e branca para conquistar mais glórias.
Com contrato até junho de 2027, Gabriel Jesus tem vivido momentos difíceis na Premier League. Lesões prolongadas e a perda do estatuto de titular indiscutível, especialmente sob o comando de Mikel Arteta, colocam em causa a sua continuidade no Arsenal. A sua aventura inglesa, que começou há quase uma década no Manchester City, parece estar a aproximar-se do fim, com a possibilidade de assinar um pré-contrato com outro clube já em janeiro de 2027. E o Palmeiras, onde tudo começou, aparece como o destino mais desejado.
Em declarações ao Globoesporte, Gabriel Jesus foi claro: «Obviamente que a minha situação no Arsenal mudou em relação ao que era antes, mas o meu foco principal hoje continua a ser fazer as coisas acontecerem aqui, ajudar da maneira que o treinador precisar e depois, obviamente, acabando a época, aí começamos a pensar». O avançado mantém a ambição, mas não quer precipitar decisões.
Apesar da sua ligação antiga ao Palmeiras, Gabriel Jesus não se vê como um ídolo do clube onde se formou. «Eu, particularmente, não me considero um ídolo do Palmeiras. Não fiquei muito tempo, ganhei dois títulos. É óbvio que estamos a falar do Brasileiro de 2016, um campeonato que o clube não ganhava há muito tempo e tive impacto grande, mas ninguém ganha um campeonato sozinho», explicou. Para ele, a verdadeira idolatria requer uma história mais longa e consistente, ao contrário da sua passagem curta, apesar dos títulos conquistados — a Taça do Brasil de 2015 e o Brasileirão de 2016, que quebrou um jejum de 22 anos do clube.
Gabriel Jesus reforçou ainda: «Não chego nem perto dos jogadores que estão há muitos anos no Palmeiras, que estão a conquistar títulos todos os anos». Para se tornar um ídolo, segundo o avançado, «são precisos muitos fatores, não apenas dois títulos». E a sua vontade de regressar é alimentada pela ambição de conquistar ainda mais: «A minha vontade é um dia voltar para o Palmeiras e conquistar mais títulos. Porque eu já senti esse gosto de conquistar títulos no Palmeiras. E é algo que ainda está em mim, é uma vontade muito grande». Contudo, reforçou que esse sonho depende também de uma proposta oficial do clube brasileiro.
O treinador Abel Ferreira foi outro foco das declarações de Gabriel Jesus, que não poupou elogios ao técnico português, a quem considera «o maior treinador da história do Palmeiras». Destacou a profunda ligação de Abel ao clube, diferente do que é habitual no Brasil, onde muitos treinadores usam as equipas sul-americanas como trampolim. «Normalmente vemos tantos treinadores que vão para o Brasil, conquistam um ou dois títulos e saem, usam mesmo como trampolim. O Abel não, é totalmente diferente, a identificação que ele tem com o Palmeiras é muito grande», afirmou o avançado.
Gabriel Jesus revelou ainda a forte relação pessoal e profissional com Abel Ferreira: «Tive a oportunidade de conversar com ele mais de uma hora umas duas ou três vezes que fui treinar no Palmeiras, conversámos sempre bem, sobre futebol e sobre a vida. É uma pessoa que se importa bastante». Esta ligação pode ser um fator decisivo para o seu eventual regresso.
O cenário está montado: Gabriel Jesus, entre dúvidas no Arsenal e o desejo ardente de voltar ao Palmeiras, mantém uma porta aberta para regressar a casa e, quem sabe, tornar-se finalmente um verdadeiro ídolo. Com Abel Ferreira no comando, a química parece perfeita para uma nova era de sucesso no gigante brasileiro. Resta saber se os próximos meses trarão uma reviravolta surpreendente no destino do avançado brasileiro.
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