Novak Djokovic critica novo calendário do ténis no open de itália

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Novak Djokovic não escondeu a sua revolta sobre o novo formato do calendário do ténis durante a sua estreia no Masters 1000 de Roma, onde voltou à competição depois de uma longa ausência devido a lesão. O 24 vezes campeão de Grand Slam, que não joga desde a derrota inesperada para Jack Draper nos oitavos de Indian Wells, criticou duramente a alteração dos torneios que passaram a disputar-se em dois fins de semana, uma mudança que considera um erro para o espetáculo e para os jogadores.

Na conferência de imprensa antes do seu primeiro encontro contra o jovem croata Dino Prizmic — o mesmo atleta que eliminou na primeira ronda do Open da Austrália em 2024 — Djokovic não poupou palavras: “Pessoalmente, não gosto deste novo formato. Preferia o antigo, onde cada Masters acontecia numa semana, deixando apenas os Grand Slams distribuídos por duas semanas.” A sua insatisfação ecoa as críticas já manifestadas por outras estrelas do circuito, como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, que também consideram que os torneios de uma semana proporcionavam um espetáculo mais intenso e organizado.

O ténis, segundo Djokovic, perdeu clareza e emoção com o novo calendário. “No Monte Carlo, por exemplo, tínhamos um evento de uma semana, com jogos de primeira ronda espetaculares. Se um jogador cabeça-de-série caía, o próximo jogo continuava a ser um grande duelo. A estrutura era clara: quartas, depois meias-finais no sábado e a final no domingo. Agora, tudo se dilui. Em Cincinnati a final é na segunda-feira, em Toronto pode ser quarta ou quinta-feira, e é até difícil para nós, os jogadores, perceber quando é a final. Perdemos esse ritmo, essa tradição,” desabafou o sérvio.

Apesar do desagrado com a mudança, Djokovic mostrou-se entusiasmado por regressar a Roma, onde já conquistou seis títulos e onde sente uma ligação especial. “É fantástico estar de volta. Queria regressar mais cedo, mas precisei de mais tempo para recuperar fisicamente e preparar-me para Roma. Adoro esta cidade e este torneio, onde já tive muito sucesso. O meu objetivo principal nesta superfície é Roland Garros, onde quero chegar no meu melhor nível, mas também quero fazer um bom papel aqui, embora com expectativas mais modestas.”

No sorteio do torneio, Djokovic encontra-se do lado oposto a Jannik Sinner, o que lhe dá uma boa oportunidade para alcançar a sua primeira final de Masters desde o Miami Open de 2025, num regresso que promete agitar o circuito e desafiar as novas regras que têm deixado os fãs e os próprios atletas em polvorosa.

A revolta de Djokovic é um sinal claro de que as mudanças no calendário do ténis podem estar a criar mais problemas do que soluções, e a sua voz, uma das mais influentes do desporto, pode ser o catalisador para uma revisão urgente do formato dos principais torneios. O mundo do ténis está atento, e a pressão para repensar o futuro da competição só cresce.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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