Um nome lendário regressa ao centro das atenções em Seattle, mas, desta vez, não é no relvado da NFL. Quase três décadas após Antonio Freeman ter deslumbrado o público americano com uma exibição memorável pelos Green Bay Packers, é agora o seu filho, Alex Freeman, quem faz história – mas com uma bola diferente. O jovem defesa marcou o seu primeiro golo num Mundial, ajudando decisivamente a selecção dos Estados Unidos a vencer a Austrália por 2-0 e a garantir um lugar nos oitavos de final, tornando-se assim o novo rosto da família Freeman no desporto norte-americano.
Alex Freeman, de apenas 21 anos, tornou-se a estrela do momento ao assinar um dos golos mais importantes da carreira, num palco onde o seu pai, lendário vencedor do Super Bowl, nunca chegou a pisar. O encontro, realizado em Seattle, teve um simbolismo especial: foi precisamente nesta cidade que o pai se destacou em 1996, antes de conquistar o maior troféu do futebol americano. Alex não escondeu a emoção no final do jogo: “É um momento de família que fecha um ciclo”, afirmou, visivelmente emocionado. “Mostra a grandeza da nossa árvore genealógica. Ele foi grande, mas posso ser grande à minha maneira. É incrível ter um pai bem-sucedido e que me pode orientar para estar preparado para momentos como este.”

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A presença de Antonio Freeman nas bancadas, a vibrar e a apoiar o filho, tem sido uma constante durante este Mundial, mostrando que o orgulho e a ligação familiar continuam a ser fundamentais. No entanto, Alex revelou que o caminho não foi fácil. Num país onde o futebol americano ainda reina absoluto, a decisão de seguir o futebol – modalidade ainda vista como “alternativa” – não foi imediata. O próprio confessou que inicialmente escondeu a paixão pelo futebol ao pai, tendo sido a mãe e o padrasto, que também foi o seu primeiro treinador, a incentivá-lo a perseguir o sonho. “Mostra como tudo pode mudar rapidamente e que não devemos duvidar de nós próprios”, confessou Alex. “Agora estou aqui, e isto prova que nunca se deve desistir. Continuem a lutar, nunca se sabe quando surge a oportunidade que pode mudar tudo. Não sabemos quando é que esta hipótese volta a aparecer.”
A ascensão meteórica de Alex Freeman é ainda mais impressionante tendo em conta que, há apenas quatro anos, jogava nas reservas do Orlando City e, há 18 meses, raramente era considerado para a selecção nacional. Mas tudo mudou com a entrada de Mauricio Pochettino como seleccionador dos Estados Unidos em 2024. O ex-treinador do Tottenham apostou numa renovação assente na juventude e identificou em Alex um dos pilares do novo projecto. “Quero dar o mérito ao clube de Orlando e à sua equipa técnica”, sublinhou Pochettino após o encontro. “Sem o apoio dos treinadores em Orlando e sem essa relação de confiança, seria impossível, apenas com base em vídeos. Este é um exemplo de como as pessoas merecem o crédito e, claro, também o jogador. Tem um perfil incrível, quer aprender, está sempre atento. É daqueles jogadores com quem se gosta de estar, não apenas a treinar, mas também pelo lado humano. Tem potencial para se tornar um dos melhores do mundo na sua posição.”
O impacto de Alex Freeman vai além das quatro linhas e já conquistou os adeptos mais jovens nas redes sociais. Um vídeo publicado pela sua meia-irmã, Diamond Spaulding, tornou-se viral no TikTok pouco antes do jogo de estreia dos EUA contra o Paraguai. Diamond, a caminho de um festival de adeptos em Houston, partilhou: “O meu irmão mais novo está a jogar pelos EUA, por isso apoiem o #16.” Após o jogo, em que Alex assinou uma assistência na vitória por 4-1, a publicação tornou-se um fenómeno, tornando o jovem defesa não só uma referência em campo, mas também um ídolo digital, agora apelidado de “irmão mais novo da América”.
Com a selecção dos Estados Unidos já nos oitavos de final e Alex Freeman a afirmar-se como um dos jogadores mais promissores do plantel, todas as atenções estão agora viradas para o que poderá fazer na próxima fase. O percurso de superação, o legado familiar e a rápida ascensão no futebol internacional fazem de Alex Freeman o novo nome a seguir de perto nesta edição do Mundial. O sonho americano, desta vez, joga-se com os pés – e os Freeman continuam a escrever a sua história em letras bem grandes no desporto dos Estados Unidos.
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