Raphinha sai lesionado na coxa e preocupa Brasil frente ao Haiti

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O pânico instalou-se no banco brasileiro quando Raphinha, extremo do Barcelona, saiu lesionado ainda na primeira parte do encontro frente ao Haiti, a contar para a fase de grupos do Mundial. Com o Brasil a dominar confortavelmente com uma vantagem de 2-0, o internacional brasileiro caiu repentinamente no relvado, levando as mãos à parte de trás da coxa direita, imagem que rapidamente suscitou preocupações quanto à gravidade da lesão.

O incidente ocorreu no segundo jogo do Brasil nesta fase de grupos, realizado esta noite num estádio repleto de adeptos expectantes. Raphinha terá sentido o problema muscular sem contacto direto, o que imediatamente levou a equipa médica a ser chamada para assistir o jogador. As câmaras captaram o momento em que Vinícius Júnior, visivelmente preocupado, se aproximou do companheiro para o consolar, enquanto os fisioterapeutas avaliavam o seu estado físico. Aos 29 anos, Raphinha é uma peça fundamental no plantel do Barcelona e da seleção brasileira, e a sua saída precoce deixou a equipa técnica em alerta máximo. A imprensa internacional, incluindo a BBC Sport, especula que o extremo possa ter sofrido uma distensão muscular, embora ainda não haja confirmação oficial do diagnóstico.

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Esta lesão surge numa altura particularmente delicada para o Brasil, já privado da sua maior estrela, Neymar, que falhou o segundo jogo consecutivo devido a uma lesão na barriga da perna sofrida nas últimas jornadas do campeonato brasileiro ao serviço do Santos FC. O infortúnio de Raphinha obrigou o selecionador a lançar Rayan, jovem promessa do Bournemouth, que fez assim a sua estreia em Mundiais e apenas o terceiro jogo pela seleção principal, depois de uma época em que marcou cinco golos em 15 jogos na Premier League. Apesar das contrariedades, o Brasil não vacilou e Vinícius Júnior aumentou a vantagem para 3-0 ainda antes do intervalo, colocando provisoriamente a seleção no topo do Grupo C.

A possível ausência prolongada de Raphinha representa um duro golpe para as aspirações brasileiras, sobretudo nas alas, onde as opções começam a escassear. O Brasil encontra-se empatado com Marrocos em número de pontos, ambos com quatro, depois da vitória marroquina por 1-0 sobre a Escócia, que está apenas a um ponto de distância. Com o calendário a apertar e a pressão dos adversários a aumentar, a equipa de Carlo Ancelotti enfrenta um desafio acrescido para manter a liderança do grupo e garantir um percurso mais acessível nas fases a eliminar.

Após o encontro, a expectativa era elevada quanto ao estado físico do extremo. O seleccionador brasileiro, visivelmente apreensivo, declarou à imprensa: “Estamos a aguardar os resultados dos exames médicos ao Raphinha. Ele sentiu um desconforto muscular e não quisemos arriscar. Vamos avaliar com calma antes de tomar qualquer decisão para o próximo jogo.” Raphinha, por sua vez, limitou-se a comentar à saída do balneário: “Senti uma picada e preferi sair para não agravar. Espero recuperar o mais rapidamente possível.”

A ausência de Raphinha poderá obrigar Ancelotti a repensar toda a estratégia ofensiva para o embate decisivo frente à Escócia, que se realiza na próxima quarta-feira, às 23h00. Caso o Barcelona fique afastado até ao final da fase de grupos, é provável que, mesmo que o Brasil termine em primeiro lugar, só volte a contar com o extremo na fase seguinte, possivelmente já nos oitavos-de-final contra um terceiro classificado. Para já, o departamento médico brasileiro está sob enorme pressão para acelerar a recuperação, enquanto a equipa técnica tenta encontrar alternativas credíveis para colmatar a ausência de uma das suas principais armas.

Com o Mundial a atingir o seu ponto mais crítico, todas as atenções estarão focadas na evolução clínica de Raphinha e nas movimentações táticas de Ancelotti, que procura evitar mais um desaire numa equipa já fustigada por lesões. O desfecho deste drama irá certamente influenciar não só o destino do Brasil na competição, mas também o equilíbrio de forças no Grupo C e nas fases subsequentes, mantendo os adeptos em suspense até ao apito final.

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