Danielle Collins defende Serena Williams como verdadeira recordista de grand slams

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Danielle Collins lançou um autêntico foguete mediático ao declarar, sem rodeios, que Serena Williams é a verdadeira recordista de títulos do Grand Slam feminino, ultrapassando a marca oficial de Margaret Court. Numa altura em que a discussão sobre quem detém realmente o recorde de maior número de títulos do Grand Slam volta a incendiar o mundo do ténis, Collins não hesitou em tomar partido, reacendendo uma polémica que nunca esmoreceu entre os fãs e especialistas da modalidade.

A jogadora norte-americana, actualmente afastada do circuito WTA para se dedicar à família, afirmou de forma categórica, numa entrevista ao Tennis Channel: “Quem percebe alguma coisa de ténis e tem estado neste mundo sabe que a Serena é a recordista de Grand Slams conquistados, não a Margaret Court.” Esta afirmação surge numa altura de grande expectativa, já que Serena Williams, agora com 44 anos, prepara o seu regresso a Wimbledon após quatro anos de ausência, tendo recebido um wild card para disputar o quadro principal de singulares.

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O debate centra-se no facto de Margaret Court ter conquistado 24 títulos de Grand Slam, enquanto Serena Williams soma 23. No entanto, Danielle Collins sublinha que grande parte do palmarés de Court foi conseguido em condições muito diferentes das actuais, em particular no Australian Open, nas décadas de 1960 e início de 1970. “Quando Margaret Court ganhou muitos desses Australian Open, o quadro principal tinha 32 jogadoras, e só três ou quatro estrangeiras é que viajavam para competir. O Australian Open era um torneio completamente diferente. Os Grand Slams conquistados não podem ser comparados aos da Serena”, explicou Collins, apontando o dedo à falta de competitividade internacional nos primeiros títulos de Court.

A verdade é que, dos 24 títulos de Court, sete foram conquistados antes do início da Era Open, numa fase em que o torneio australiano era praticamente um evento doméstico, com pouca representatividade externa e muito aquém do prestígio actual. Existe uma aceitação generalizada entre muitos especialistas de que os feitos de Court e de Williams pertencem a realidades distintas do ténis mundial, tornando injusta a comparação directa dos números absolutos.

Os defensores de Margaret Court argumentam que, mesmo depois do início da Era Open, a australiana continuou a dominar, vencendo títulos quando o circuito já estava internacionalizado. No entanto, Danielle Collins não está sozinha na sua visão. Desde que Serena começou a aproximar-se do recorde, muitos comentadores têm apontado que a dimensão dos quadros e a exigência dos torneios mudaram radicalmente, tornando os títulos de Williams mais “puros” e difíceis de alcançar.

No que toca ao regresso de Serena Williams a Wimbledon, Collins revelou uma perspectiva mais descontraída. “Não penso que a Serena queira provar nada a ninguém. Ela só quer divertir-se, voltar a fazer aquilo de que gosta, jogar ao lado da irmã. Aconteça o que acontecer, como adepta da Serena, fico satisfeita”, afirmou a antiga número 7 mundial, que está a viver na pele o que é uma pausa prolongada na carreira e sabe bem o valor de um regresso, não por obrigação, mas por paixão ao ténis.

Serena Williams, por sua vez, já tinha deixado claro, antes do torneio de Queen’s, que o seu regresso não está motivado pela pressão de resultados ou recordes: “Não preciso de ganhar. Já ganhei mais do que a maioria das pessoas alguma vez sonhou. Não tenho nada a provar… Isto é para os meus filhos verem-me a jogar”, garantiu a norte-americana, mostrando-se tranquila quanto ao legado que deixa no ténis.

A expectativa em torno de Wimbledon 2026 é colossal. O regresso de Serena, o estatuto de wild card, a possibilidade de voltar a ver as irmãs Williams juntas em campo e a eterna discussão sobre quem é, afinal, a verdadeira rainha dos Grand Slams, prometem tornar esta edição do torneio inesquecível. A posição destemida de Collins só veio dar ainda mais força à narrativa, colocando a fasquia bem alta para todos os intervenientes e alimentando o debate que, tudo indica, continuará a incendiar o ténis feminino por muitos anos.

Com Serena Williams de volta aos palcos principais, o mundo do ténis prepara-se para assistir a mais um capítulo de uma das maiores rivalidades estatísticas do desporto. Independentemente do desfecho, a discussão sobre quem é a verdadeira recordista promete manter-se acesa, com Danielle Collins a assumir-se como uma das vozes mais influentes deste debate apaixonante. O ténis feminino nunca esteve tão em voga – e os próximos tempos prometem ser simplesmente explosivos.

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