Imagens de Emma Raducanu a abandonar Wimbledon com uma bota ortopédica no pé direito estão a incendiar as redes sociais e a gerar preocupação entre adeptos e especialistas antes do início do torneio. Depois de um regresso fulgurante à competição em relva e de uma presença garantida entre as cabeças de série, o cenário de uma possível lesão surge como um autêntico balde de água fria nas aspirações da jovem britânica e dos seus seguidores.
Raducanu, que viu grande parte da sua época de 2026 ser arruinada por uma doença viral e por sucessivos problemas físicos, regressou recentemente à competição em solo britânico no torneio de Queen’s, onde surpreendeu tudo e todos ao alcançar a final. Pelo caminho deixou adversárias de peso como Sorana Cirstea e Iva Jovic, demonstrando finalmente sinais de ter recuperado a confiança e a consistência que fizeram dela campeã do US Open em 2021. No entanto, a campeã optou por não competir em Nottingham e abdicou também do torneio de Eastbourne, apontando todas as fichas ao Grand Slam de Wimbledon, onde já foi vista nos courts de treino do All England Club.

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A especulação intensificou-se quando, segundo relatos do portal Clay, Raducanu foi vista a deixar o Aorangi Park com o pé direito imobilizado numa bota ortopédica, levantando dúvidas sobre a sua real condição física. O momento gerou uma onda de apreensão junto dos adeptos, sobretudo tendo em conta o historial recente de lesões e contratempos que têm marcado a carreira da jovem britânica. Para muitos, esta seria a pior notícia possível no exacto momento em que Raducanu parecia ter reencontrado a melhor forma.
No entanto, a equipa da tenista apressou-se a desdramatizar a situação e a garantir que não há motivo para alarmismo. Thomas Houchin, um dos representantes de Raducanu, explicou ao portal Clay que todas as notícias sobre uma alegada lesão são infundadas. “A Emma está absolutamente bem”, assegurou Houchin, acrescentando ainda: “Ela vai jogar amanhã.” As declarações surgem num momento de enorme expectativa em torno da participação da britânica no seu torneio de casa, onde nunca conseguiu ir além dos oitavos-de-final.
Raducanu chega a Wimbledon como cabeça de série, estatuto conquistado graças à excelente performance no torneio de Queen’s. Este facto garante-lhe, pelo menos teoricamente, uma entrada mais acessível no quadro principal, já que os cabeças de série não se podem defrontar nas três primeiras rondas. Pode, ainda assim, cruzar-se com qualquer jogadora fora das 32 primeiras pré-designadas, incluindo qualificadas e convidadas, o que não elimina o potencial para surpresas desagradáveis nos primeiros encontros.
A pressão sobre Raducanu é ainda maior se considerarmos o historial recente em Wimbledon. Em 2022, entrou como décima cabeça de série, embalada pela conquista do US Open, mas acabou eliminada logo na segunda ronda frente a Caroline Garcia, ex-número quatro mundial. As melhores prestações de Raducanu no All England Club remontam a 2021 e 2024, anos em que chegou aos oitavos-de-final. No ano passado, foi travada pela número um mundial Aryna Sabalenka, num duelo muito disputado em dois sets.
Agora, todas as atenções estão centradas na estreia de Raducanu em Wimbledon, com a dúvida a pairar: estará efectivamente em condições físicas ideais para lutar pelo título ou a polémica da bota ortopédica indicia mais um capítulo no seu longo calvário de lesões? Para já, a tenista e a sua equipa mantêm a serenidade e garantem presença no court já amanhã, mas a incerteza sobre a sua real condição física promete manter os adeptos em sobressalto até ao primeiro serviço. A próxima jornada poderá ser decisiva para perceber se Emma Raducanu consegue, finalmente, consolidar o seu regresso ao topo e afastar de vez o fantasma das lesões, ou se o sonho de glória em Wimbledon terá de ser adiado mais uma vez.
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