Amanda Anisimova volta a chorar após derrota dramática em Wimbledon

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Amanda Anisimova não conseguiu conter as lágrimas no All England Club, interrompendo a conferência de imprensa com um desabafo emotivo: “Preciso de ir para casa”. A tenista norte-americana, que há apenas um ano surpreendeu o mundo ao chegar à final de Wimbledon, voltou a sair derrotada e visivelmente abalada, desta vez frente a Madison Keys, deixando muitos a questionar o futuro imediato da antiga promessa do ténis mundial.

O embate decorreu na terceira ronda de Wimbledon, esta sexta-feira, e começou da melhor forma para Anisimova, actualmente número 6 do ranking WTA, que venceu o primeiro set por 6-3. Parecia estar a caminho de uma aguardada redenção, mas rapidamente a maré virou. Keys, campeã do Australian Open 2025, tomou conta do encontro, vencendo os dois sets seguintes por 6-2 e 6-3. No final, Anisimova, de 24 anos, acumulou 42 erros não forçados — 27 deles apenas de forehand — e acabou eliminada de forma dolorosa, aumentando o peso da desilusão.

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Este desaire é ainda mais difícil de aceitar tendo em conta o percurso recente da jogadora. Em 2023, Anisimova foi finalista em Wimbledon, perdendo para Iga Swiatek, e voltou a marcar presença numa final do Grand Slam meses depois, no US Open, onde cedeu perante Aryna Sabalenka. Estes resultados fizeram acreditar que a tenista estaria pronta para se consolidar entre a elite, mas 2024 tem sido um ano marcado por lesões e inconstância. Desde Março, disputou apenas três torneios devido a problemas nas costas e no pulso esquerdo, tendo sido forçada a desistir de competições em Charleston, Madrid e Roma.

O momento negativo ficou espelhado na conferência de imprensa, onde Anisimova, visivelmente emocionada, desabafou: “Sinto que estou a fazer tudo o que posso, a trabalhar muito. Por isso, ver o meu jogo neste ponto é muito difícil de digerir. É quase como se estivesse a jogar a um nível Challenger e não em Wimbledon. Foi isso que disse aos meus treinadores mais cedo”, confessou. A norte-americana explicou ainda o estado emocional: “Para mim, não foi nada agradável jogar hoje ali, com o meu ténis assim. Foi mesmo muito, muito difícil. E quando estou feliz e a desfrutar, é quando consigo jogar o meu ténis. Mas quando não consigo acertar um forehand dentro do campo, é mesmo muito duro. Preciso de ir para casa, tirar algum tempo e perceber como posso resolver isto.”

A análise da antiga número 1 mundial Tracy Austin, na BBC, foi igualmente implacável: “A Anisimova ficará desapontada com o seu forehand hoje. Mas houve um par de meses na primavera em que não pôde competir, por isso não teve tantas repetições como gostaria”, salientou Austin, sublinhando que a ausência de ritmo competitivo poderá explicar parte do colapso técnico. A própria Anisimova reconheceu: “Têm sido meses muito complicados a tentar reencontrar o meu ténis e, obviamente, tenho tido muitos problemas com o forehand ultimamente. É algo que continuo a tentar resolver”, admitiu.

A eliminação precoce em Wimbledon coloca ainda mais pressão sobre Anisimova para o resto da temporada. Nos próximos meses, a norte-americana terá de defender uma quantidade avultada de pontos no US Open, onde foi finalista, sob pena de descer drasticamente no ranking. A época de hardcourts nos Estados Unidos aproxima-se e será determinante perceber se conseguirá recuperar a confiança e a consistência necessárias para voltar a brilhar no circuito.

Para já, o futuro imediato de Amanda Anisimova permanece envolto em incerteza e ansiedade. Os próximos torneios serão um verdadeiro teste à sua resiliência mental e física. Com as atenções centradas na sua capacidade de superar esta crise, resta saber se a jovem estrela conseguirá inverter o ciclo negativo e regressar ao topo do ténis feminino mundial. Uma coisa é certa: a resposta de Anisimova nas próximas semanas será decisiva para o rumo da sua carreira.

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