Marta Kostyuk surpreende Wimbledon ao garantir, pela primeira vez na carreira, um lugar nos quartos-de-final do torneio, depois de bater Ashlyn Krueger em dois sets diretos. A ucraniana, que já tinha alcançado a primeira meia-final de um Grand Slam em Roland Garros este ano, volta a provar que está a viver o melhor momento da sua carreira.
Kostyuk vai agora defrontar Jasmine Paolini, depois de uma época de conquistas: triunfou em duas finais nas três que disputou este ano, incluindo o seu primeiro título em terra batida no Open de Rouen, onde derrotou a compatriota Veronika Podrez. Em Madrid, bateu a campeã de Roland Garros Mirra Andreeva, que mais tarde se vingou ao afastá-la nas meias-finais de Paris. Em Wimbledon, nunca tinha passado da terceira ronda, mas exibe-se agora ao mais alto nível na relva londrina, sem sequer ter disputado qualquer torneio de preparação nesta superfície.

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Questionada em conferência de imprensa sobre o trabalho mental que tem desenvolvido para evitar cair nos velhos hábitos de associar o seu valor pessoal aos resultados em campo, Kostyuk foi perentória: “Por certo, coisas diferentes podem acontecer na vida. Algo pode acontecer, posso regressar aos velhos hábitos. Mas trabalhei muito para não o fazer. Falei sobre isso em Paris. Disse que mudar estes hábitos foi a coisa mais difícil que alguma vez tive de experienciar ou fazer. Para mim, jogar ténis é muito mais fácil do que isto. Porque leva muito mais tempo a melhorar. Exige muito mais trabalho, muito mais auto-consciência”, afirmou a tenista de 24 anos, sublinhando o esforço mental exigido para se afastar de padrões antigos.
A própria reconhece que o sucesso precoce pode ser um desafio: “É a mesma coisa quando se tem um grande sucesso enquanto jovem e muitas coisas novas acontecem, e não se faz ideia de como lidar com isso. Uma vez que se sabe o que é preciso para lá chegar, uma vez que se faz isso algumas vezes, começa-se a saber mais ou menos o que esperar, e claro que torna as coisas provavelmente menos emocionantes, mas mais estáveis”, acrescentou Kostyuk, refletindo sobre a maturidade adquirida ao longo desta época.
Do outro lado estará Jasmine Paolini, que já avisou que espera um encontro de enorme exigência: “Ela é uma adversária muito difícil. Está a jogar ténis de grande nível este ano. Melhorou imenso. Pode ser muito agressiva. É uma grande atleta. Move-se muito bem em campo. Vai ser um jogo difícil, muito difícil. Temos de nos preparar bem e observar o seu estilo de jogo na relva”, afirmou a italiana na antevisão ao duelo.
Paolini, finalista do Wimbledon em 2024, atravessa também um período de afirmação, ainda que não tenha alcançado qualquer final em 2026, após o seu último título conquistado no Open de Itália do ano passado. O confronto direto entre as duas favorece ligeiramente a italiana, por 2-1.
O embate entre Kostyuk e Paolini promete ser um dos pontos altos destes quartos-de-final, com a vencedora a defrontar Linda Noskova ou Elise Mertens na meia-final.
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