Alexandra Eala, que surpreendeu ao eliminar a campeã em título Iga Swiatek, despediu-se de Wimbledon com a cabeça erguida após uma emocionante derrota frente a Jasmine Paolini. A jovem filipina, protagonista de uma das maiores sensações do torneio, caiu nos oitavos de final, esta segunda-feira, 6 de Julho, após três sets intensos: 6-4, 4-6, 6-3, a favor da tenista italiana.
Eala, de apenas 21 anos, assinou uma campanha histórica ao tornar-se na primeira tenista das Filipinas, masculina ou feminina, a alcançar os oitavos de final de um Grand Slam na Era Open. Num percurso já inesquecível, Eala superou Swiatek na ronda anterior e, mesmo afastada por Paolini, não escondeu o orgulho pelo feito alcançado. “Foi um encontro muito exigente, um grande desafio. Acho que a Jasmine jogou de forma incrível. Dei tudo o que tinha, fiz tudo o que podia hoje, por isso estou muito orgulhosa”, admitiu Eala após a eliminação em Londres.

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A tenista filipina sublinhou ainda o significado desta semana para a sua carreira, tendo em conta que nunca antes tinha ultrapassado a terceira ronda de um torneio do Grand Slam. “Tenho de estar muito orgulhosa de tudo o que conquistei esta semana: saio daqui com pensamentos positivos. Há muitas conclusões positivas a tirar deste torneio”, destacou Eala, que já conta com dois títulos WTA 125 — conquistados em Guadalajara (2025) e Birmingham (2026).
Alexandra Eala, na conferência após o encontro, realçou ainda a forma como geriu a pressão: “Primeiro de tudo, como penso que lidei com a pressão. Há pressão todas as semanas: quanto mais queremos ganhar, mais pressão sentimos pelo caminho… e nesse sentido estou feliz por ter enfrentado tudo isto de cabeça erguida. Mantive-me calma quando era preciso controlar as emoções e, no geral, sinto que a minha prestação foi a melhor possível hoje.”
Para Jasmine Paolini, este triunfo representou não só a passagem aos quartos de final, mas também a recuperação no confronto directo com Eala, agora com uma vitória para cada lado após o embate anterior no Dubai Tennis Championships, onde Eala saiu vencedora em dois sets.
Paolini, que já tinha sido finalista em Wimbledon em 2024, volta a marcar presença entre as oito melhores do torneio. A italiana analisou o seu percurso no torneio até ao momento, afirmando: “Quando perdi o primeiro set por 6-0 no primeiro encontro, tentei manter-me positiva, repetindo para mim própria, ‘daqui só pode melhorar’. Sabia que a primeira ronda seria complicada porque a Montgomery jogou muito bem em relva. Acho que isso me deu confiança para os encontros seguintes. Ponto a ponto, comecei a sentir-me melhor. Isso é óptimo. Tento também encarar estas partidas de forma positiva, da maneira certa.”
Paolini prepara-se agora para defrontar Marta Kostyuk nos quartos de final, depois de ter ultrapassado as dificuldades iniciais e consolidado o seu regresso à elite do ténis mundial. A ucraniana chega também pela primeira vez aos quartos de final em Wimbledon, depois de eliminar Ashlyn Krueger na ronda anterior. O embate entre Paolini e Kostyuk promete ser um dos grandes destaques da próxima fase do torneio.
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