Coco Gauff chega aos quartos-de-final de Wimbledon em clara desvantagem

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Coco Gauff enfrenta o maior desafio físico do Wimbledon deste ano, tendo passado mais tempo em campo do que qualquer outra jogadora ainda em prova nos quartos-de-final do Grand Slam britânico. Com uma maratona acumulada de sete horas e 46 minutos em court, a jovem norte-americana chega a esta fase decisiva já com sinais de desgaste, algo que pode ser determinante frente à sua próxima adversária, Jessica Pegula.

Os quartos-de-final femininos de Wimbledon estão definidos e, além de Gauff e Pegula, há várias surpresas entre as oito finalistas. Naomi Osaka, uma das maiores sensações deste torneio, eliminou Aryna Sabalenka e garantiu o seu lugar entre as melhores, enquanto Elise Mertens e Linda Noskova também surpreenderam adeptos e especialistas ao garantirem presença nesta fase. Entre todas, Gauff destaca-se pela dificuldade com que tem ultrapassado cada ronda: precisou de ir ao terceiro set em três dos quatro encontros e, por isso, teve encontros bem mais longos do que as rivais.

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Os dados confirmam que Gauff está em clara desvantagem física. Enquanto Osaka precisou apenas de cinco horas para ultrapassar Elsa Jacquemot, Anastasia Gasanova, Daria Kasatkina e Sabalenka, Gauff já leva mais de duas horas extra em court em comparação com Pegula, a sua próxima oponente, que totaliza cinco horas e 46 minutos. Outras jogadoras com tempos igualmente elevados são Linda Noskova (sete horas), Jasmine Paolini (sete horas e 29 minutos) e Elise Mertens (seis horas e 57 minutos), mas nenhuma chegou ao nível de esforço imposto a Gauff.

Jessica Pegula chega ao duelo com apenas um set perdido nas quatro primeiras rondas, sinal claro de uma caminhada mais tranquila e de uma frescura física notória. Este contraste poderá ser decisivo, já que, estatisticamente, a média de tempo em court para conquistar um Grand Slam feminino situa-se entre as 12 e as 16 horas, deixando Gauff sem grande margem de manobra para recuperar entre jogos.

Olhando para os possíveis cenários, caso Gauff consiga ultrapassar Pegula nos quartos-de-final, terá pela frente a vencedora do embate entre Karolina Muchova e Naomi Osaka, mantendo a exigência física em níveis elevadíssimos. O desgaste acumulado poderá ser fatal para as aspirações da norte-americana, numa altura em que cada minuto extra em court pode fazer toda a diferença.

A pressão está do lado de Gauff, que, apesar da sua garra e espírito de luta já bem conhecidos, terá de encontrar forças para contrariar a evidente desvantagem física se quiser avançar para as meias-finais de Wimbledon.

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