Lionel Messi e Novak Djokovic trocaram impressões surpreendentes sobre a gestão da pressão antes da final do Mundial de 2026. O fenómeno do futebol argentino e o ícone do ténis mundial encontraram-se em Nova Iorque para um evento especial, onde abordaram as suas estratégias mentais antes de momentos decisivos nas respetivas carreiras.
Messi, que lidera a Argentina na final do Mundial contra a Espanha no próximo domingo, 19 de julho, confessou a Djokovic que não pensa na pressão como algo negativo: “Começámos a jogar futebol com muita paixão e um desejo constante de jogar e desfrutar, não importava o lugar; na escola, na rua, ou no clube do bairro, como todos nós quando éramos jovens. Nunca pensamos na pressão; tratámo-la como algo natural. Jogámos para desfrutar e competir, porque somos um grupo que ama vencer, mas também sabemos que o adversário joga e que ganhar não é garantido.” Estas palavras, proferidas durante o Fanatics Fest em Manhattan, revelam a mentalidade que tem sustentado a equipa argentina ao longo do torneio.

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A Argentina, atual campeã, viveu momentos dramáticos para chegar à final. Nos quartos-de-final frente ao Egito, recuperou de um desfavorável 0-2 com Messi a protagonizar uma reviravolta impressionante, assistindo Cristian Romero no primeiro golo e marcando o segundo, com o triunfo a ser assegurado por Enzo Fernández no último minuto de compensação. Já nas meias-finais, a Argentina esteve a perder 0-1 frente a Inglaterra até à reta final, onde Messi voltou a ser decisivo ao assistir dois golos que deram a vitória por 2-1.
Do lado de Djokovic, a época de 2026 tem sido desafiante. Depois de não conseguir conquistar o seu 25.º Grand Slam no Wimbledon, onde foi eliminado nas meias-finais por Jannik Sinner, o sérvio foca-se agora na preparação para o US Open. Em entrevista a Gayle King, Djokovic revelou a sua motivação: “O US Open é provavelmente o Grand Slam mais divertido e emocionante. Joga-se no maior estádio do nosso desporto, e mal posso esperar para voltar. A energia do público é uma das principais razões pelas quais continuo a competir. O carinho, respeito e reconhecimento que tenho recebido do mundo inteiro significam muito para mim. Não posso agradecer-lhes o suficiente.”
Com apenas cinco torneios disputados esta temporada, o número 39 do ténis mundial prepara-se para um desafio exigente no US Open, sem competições de preparação. O último triunfo naquele Major aconteceu em 2023, quando venceu Daniil Medvedev na final.
Esta troca entre Messi e Djokovic exemplifica a mentalidade de campeões que enfrentam a pressão de forma natural e focada, cada um nos seus respetivos mundos desportivos. A final do Mundial, com Messi e Argentina frente a Espanha, promete ser um momento histórico, reforçado pela serenidade e paixão demonstradas pelo astro argentino. Enquanto isso, Djokovic continua a alimentar a sua vontade de competir e conquistar, apesar das dificuldades recentes.
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