A final do Mundial de 2026 ficou marcada por uma polémica que dominou as reações após o apito final. Leandro Paredes, da Argentina, perdeu a cabeça e protagonizou uma agressão sobre Eric Garcia, jogador espanhol, antes de empurrar Gavi para o chão, recebendo cartão vermelho. A cena foi tão intensa que jogadores, equipa técnica e até o selecionador argentino, Lionel Scaloni, tiveram de intervir para acalmar os ânimos.
O comportamento da Argentina mereceu duras críticas de analistas futebolísticos. Alan Shearer sublinhou que “há uma forma de perder” mesmo em jogos tão emotivos como uma final do Mundial. O australiano Craig Foster classificou a atitude dos argentinos de “chocante e vergonhosa”, acusando-os de transformar o jogo numa confrontação após terem sido claramente dominados por Espanha. Craig Burley, antigo internacional escocês, foi ainda mais contundente ao qualificar a exibição da Argentina como “uma completa desgraça”, destacando a superioridade espanhola que evidenciou um domínio absoluto no encontro, com 20 remates contra apenas 2 dos argentinos.

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Do lado espanhol, as reacções foram calorosas e elogiosas. O antigo capitão inglês Wayne Rooney enalteceu o trabalho do treinador Luis De La Fuente, que construiu uma equipa calma e competitiva, capaz de se destacar em jogos de grande pressão. Rooney destacou ainda a mistura entre jogadores emergentes e experientes, muitos dos quais formados na academia La Masia do FC Barcelona, como o segredo da solidez da equipa. A vitória por 1-0 sobre a Argentina na final reforçou a profundidade e experiência adquiridas durante o UEFA Euro 2024.
Um dos grandes destaques da final foi Lamine Yamal, jovem de 19 anos que impressionou pela sua maturidade e capacidade competitiva. O antigo guarda-redes inglês Joe Hart elogiou o jogador afirmando que “Lamine Yamal tem 19 anos. Que dia maravilhoso para ele. Já completou o futebol”. Hart sublinhou que, apesar das tentativas dos argentinos Tagliafico e Montiel para o desconcentrar, Yamal manteve a calma e continuou a influenciar o ataque espanhol.
A final foi decidida no prolongamento por Ferran Torres, que marcou o golo da vitória, garantindo à Espanha o seu segundo título mundial. A equipa espanhola destacou-se durante todo o torneio, sofrendo apenas um golo, e Toni Kroos resumiu a superioridade de La Roja nas redes sociais ao afirmar: “O futebol venceu”. Este triunfo histórico será recordado não só pelo resultado, mas também pela polémica que o envolveu, marcando profundamente a memória do Mundial de 2026.
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