Bukayo Saka critica pouca utilização no mundial e revela estado físico

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Bukayo Saka deixou claro o seu desagrado com o tempo de jogo que lhe foi concedido por Thomas Tuchel no Mundial, apesar de ter recuperado de uma lesão no tendão de Aquiles. O extremo do Arsenal chegou ao estágio final da competição ainda limitado fisicamente, mas mesmo após ser considerado apto, viu Noni Madueke e Morgan Rogers serem frequentemente preferidos na equipa. Saka acabou por ser completamente excluído do banco na meia-final contra a Argentina, numa altura em que Inglaterra procurava inverter o resultado.

No entanto, o jogador de 24 anos brilhou no jogo do terceiro lugar contra França, marcando um hat-trick decisivo num encontro caótico que terminou com um triunfo por 6-4. Depois do apito final, Saka comentou sobre o seu papel na seleção: “Claro que gostava de ter jogado mais, mas já é tarde para falar sobre isso. Tenho de fazer o meu trabalho dentro de campo. Já passou e é tempo de seguir em frente.” Quanto à sua condição física, garantiu: “Estou apto, estou apto.” Saka marcou dois golos antes do intervalo e selou a vitória com um penálti convertido já nos minutos finais.

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Thomas Tuchel justificou a ausência do jogador na meia-final, explicando que tinha a expectativa de que Morgan Rogers pudesse fazer a diferença nesse jogo: “Tive a sensação, na meia-final, que [Morgan] Rogers iria estar envolvido em algo especial. Foi essa a razão.” O treinador alemão referiu ainda a exigência intensa do jogo, que obrigou a gerir muitas alterações devido a cãibras e à dinâmica da partida. Sobre a exibição de Saka no jogo para o terceiro lugar, Tuchel elogiou-o: “O Bukayo mostrou que é um jogador chave. Nunca houve dúvidas. Nem sabia que ele tinha marcado um hat-trick, perdi a conta dos marcadores, mas foi brilhante.”

Este episódio deixa claro o talento e a frustração de Saka, que apesar de ter sido subaproveitado, mostrou no fim o impacto que pode ter na equipa inglesa. A sua recuperação total da lesão é uma boa notícia para o Arsenal e para a seleção, que poderão contar com ele em plena forma para os próximos desafios. Este hat-trick catapultou-o para a história, tornando-o o quarto inglês a conseguir tal feito numa fase final do Mundial, reforçando o seu estatuto de jogador decisivo.

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