Declan Rice recupera de lesão e garante presença frente à RD Congo

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Declan Rice está pronto para defrontar a República Democrática do Congo, apesar das recentes dúvidas físicas que pairaram sobre o médio do Arsenal e da selecção inglesa. Depois de ter sido forçado a sair no encontro inaugural do Mundial frente à Croácia devido a dores neurais persistentes na coxa, Rice assegura que estará totalmente recuperado para este crucial duelo dos oitavos-de-final em Atlanta, uma fase onde cada erro pode ser fatal para as aspirações inglesas.

O internacional inglês, peça-chave no meio-campo da sua selecção, regressa ao onze numa altura em que Inglaterra se prepara para um confronto que promete ser tudo menos simples. A República Democrática do Congo surpreendeu na fase de grupos, travando Portugal com um empate a um golo, perdendo pela margem mínima frente à Colômbia e batendo o Uzbequistão de forma convincente. O desafio está marcado para quarta-feira e pode marcar o início do verdadeiro teste à resiliência inglesa neste Mundial.

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Este encontro ganha ainda maior relevância perante o percurso recente de Rice e o estatuto do trio de meio-campo inglês, considerado um dos mais valiosos da história do futebol internacional. Elliot Anderson, a caminho do Manchester City por 116 milhões de libras, juntar-se-á a Rice, cuja transferência do West Ham para o Arsenal custou 105 milhões, e a Jude Bellingham, que trocou o Borussia Dortmund pelo Real Madrid num negócio que pode atingir 115 milhões. Os três são apontados como peças fulcrais para desbloquear defesas compactas, mas Rice avisa: “Precisamos de estar prontos para tudo o que possa surgir”, alertou o médio, sublinhando o carácter imprevisível destes jogos a eliminar.

A importância deste encontro vai muito além da mera passagem à fase seguinte. Inglaterra tem sido alvo de críticas pelo futebol pouco vistoso frente a blocos baixos – como sucedeu diante de Gana e Panamá – e sente agora a pressão de afirmar o seu favoritismo. Rice admite que sente as expectativas e reconhece que “há momentos em que temos de ultrapassar obstáculos e lidar com contratempos”. O médio recorre à experiência adquirida no Arsenal, onde a conquista do título foi marcada por episódios de tensão máxima, como o momento no Etihad Stadium: “Naquele jogo frente ao Manchester City, todos pensaram que íamos perder tudo, mas eu disse: ‘Ainda não acabou’. E tínhamos razão”, recordou Rice, admitindo que esse momento poderia tê-lo marcado para sempre caso o desfecho tivesse sido outro.

Ao analisar a preparação para defrontar a República Democrática do Congo, Rice destaca a necessidade de paciência e de adaptação ao estilo de jogo adversário. “É difícil porque, quando jogamos contra equipas que defendem muito, temos uma estrutura definida pelo treinador e, por vezes, temos de fazer sacrifícios pelo bem da equipa, mesmo quando nos sentimos presos. Mas é isso que pode ajudar um colega e desbloquear o jogo”, explicou Rice. O internacional inglês salientou ainda a qualidade do adversário: “Gana e Panamá foram muito organizados, tal como a República Democrática do Congo será. Não há adversários fáceis neste Mundial.”

O médio abordou também o seu estado físico, garantindo que a lesão na coxa já está ultrapassada e que está pronto para dar o máximo: “É uma dor estranha, pode aparecer mesmo quando estamos sentados em casa. Mas tenho gerido bem, priorizando o repouso e a recuperação. Depois de jogar a final da Liga dos Campeões, tive uma semana de descanso absoluto e, só depois, voltei ao ritmo competitivo. Agora sinto-me pronto”, afirmou Rice, mostrando-se confiante para o regresso ao onze.

Declan Rice revelou ainda conselhos dados a Elliot Anderson, jovem que está a lidar com a pressão de uma transferência milionária: “Disse-lhe que não pode controlar o valor pelo qual está a ser contratado. O preço é ruído. Vai para o City porque tem sido dos melhores jogadores da Europa esta época. Basta continuar a fazer o que tem feito e vai correr tudo bem”, confidenciou Rice, destacando a ambição e a qualidade do colega.

No que toca à possibilidade de desempate por grandes penalidades, Rice mostrou-se tranquilo e até confiante: “Olho para este grupo e não me lembro de uma geração inglesa com melhores marcadores de penáltis: Harry Kane, Ivan Toney, Marcus Rashford, Anthony Gordon, Bukayo Saka, todos podem marcar. Eu próprio também. Se for preciso, estaremos preparados”, garantiu o médio, salientando a importância de estar mentalmente pronto para todos os cenários.

Com o regresso de Rice ao onze e a confiança reforçada de uma equipa com talento e experiência, Inglaterra enfrenta o seu primeiro grande teste nesta edição do Mundial. O desfecho deste encontro poderá não só ditar o rumo imediato dos ingleses na competição, mas também marcar um ponto de viragem na afirmação de uma geração que se recusa a baixar os braços perante adversidades. O próximo passo é claro: só a vitória interessa e qualquer deslize pode custar caro. Os adeptos ingleses esperam que Rice e companhia saibam transformar a pressão em combustível para a glória.

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