A decisão explosiva que permite a Folarin Balogun, avançado dos Estados Unidos, alinhar nos oitavos-de-final do Mundial 2026 após ter visto cartão vermelho directo, abalou o futebol internacional e deixou a Bélgica em estado de choque. A reviravolta só foi possível depois de uma intervenção directa do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que terá contactado Gianni Infantino, presidente da FIFA, para exigir uma revisão do castigo imposto ao jogador.
A polémica eclodiu este domingo, quando a FIFA anunciou subitamente que suspendia o castigo de Balogun, permitindo ao avançado dos Estados Unidos defrontar a Bélgica na próxima ronda do Campeonato do Mundo. O organismo internacional fundamentou a decisão com o artigo 27 do seu código disciplinar, que prevê que “o órgão judicial pode decidir suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar”. Balogun tinha sido expulso no jogo dos 16-avos-de-final frente à Bósnia e Herzegovina, após, aos 64 minutos, pisar ostensivamente a perna de Tarek Muharemovic. O lance, inicialmente despercebido pelo árbitro, motivou a intervenção do VAR, que enviou o juiz Raphael Claus ao ecrã para rever as imagens em câmara lenta — algo que, segundo as próprias regras da FIFA, “deveria” ser feito em velocidade normal para aferir a intensidade das infrações.

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A notícia ganhou contornos ainda mais sensacionais quando o New York Times revelou que Donald Trump telefonou directamente a Gianni Infantino na quarta-feira anterior, alegadamente para pressionar a FIFA a reavaliar a suspensão do avançado. A relação de proximidade entre Trump e Infantino já era conhecida, tendo o ex-presidente dos EUA recebido das mãos do líder da FIFA o inédito “Prémio da Paz FIFA” durante o sorteio do Mundial, em Dezembro. Além disso, Trump deverá ter um papel de destaque na cerimónia de entrega do troféu na final, marcada para 19 de Julho.
A decisão de suspender o castigo a Balogun é histórica e praticamente sem precedentes: apenas uma vez, em 1962, a FIFA permitiu que um jogador sancionado com vermelho directo pudesse alinhar no jogo seguinte — Garrincha, do Brasil, jogou a final e foi crucial para a conquista do segundo título consecutivo do seu país. Desde então, nenhum outro atleta tinha beneficiado de semelhante indulgência, o que confere a este caso um peso e uma polémica especiais.
A reacção da Bélgica foi imediata e carregada de indignação. O seleccionador Rudi Garcia não escondeu a incredulidade, ironizando na conferência de imprensa de domingo: “Não sabia que no Mundial o 5 de Julho era, na verdade, 1 de Abril. É dia das mentiras.” O próprio Balogun não comentou directamente o episódio, mas Donald Trump aproveitou as redes sociais para agradecer à FIFA por “corrigir uma injustiça”, evitando, contudo, admitir explicitamente qualquer influência no desfecho.
A polémica lança um manto de suspeição sobre a imparcialidade da FIFA e coloca pressão acrescida sobre o organismo, acusado por muitos de ceder a interesses políticos e de distorcer as regras da competição. Para os Estados Unidos, esta decisão representa um alívio e um boost de confiança antes de um dos duelos mais mediáticos do torneio, podendo alterar o equilíbrio de forças nos oitavos-de-final. Para a Bélgica, o episódio é visto como uma afronta e um sinal de que o futebol mundial está longe de ser imune a jogos de bastidores.
Agora, todas as atenções voltam-se para o embate entre Estados Unidos e Bélgica. A presença de Balogun pode ser decisiva na luta por um lugar nos quartos-de-final, mas o escândalo promete não ser esquecido tão cedo. Analistas antecipam que a FIFA vá enfrentar uma onda de críticas e pedidos de esclarecimento por parte de várias federações, temendo-se que se abra um precedente perigoso em matéria disciplinar. Nos corredores do poder do futebol mundial, o caso já é visto como um exemplo flagrante do impacto que factores externos podem ter nas decisões desportivas, com consequências imprevisíveis para a credibilidade do torneio e do próprio organismo que o regula.
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